Considerações sobre a teoria do cérebro triuno e sua relevância para uma filosofia da mente e das emoções

Autores/as

  • Gabriel José Corrêa Mograbi UFMT, UFRJ, UC Berkeley, University of Ottawa.

DOI:

https://doi.org/10.15448/1984-6746.2015.2.21861

Palabras clave:

Evolução. Filosofia da biologia. Filosofia das emoções. Filosofia da mente. Neurofilosofia. Teoria do cérebro triuno.

Resumen

Este artigo estabelece algumas relações fundamentais entre evolução, a teoria do cérebro triuno e a relevância que esta pode ter para a fundamentação empírica de uma filosofia da mente e das emoções. Inicialmente, será especialmente considerada a posição do filósofo Ronald de Sousa no seu já clássico artigo “The Mind’s Bermuda Triangle: Philosophy of Emotions and Empirical Science”, parte do Oxford Handbook of Philosophy of Emotions. A segunda seção discute a validade da teoria do “cérebro triuno” como abordagem neuroetológica evolutiva, delineando sua divisão tripartite do cérebro e analisando críticas e elogios às suas ideias, além de considerações de neurocientistas importantes no campo do estudo das emoções como Ledoux e Panksepp sobre tal tema. Na terceira seção, trato de um trabalho de Pollen e Hofmann que nos serve de apresentação de novas abordagens contemporâneas para a compreensão da evolução do cérebro. Como conclusão delineio um marco de trabalho na forma de uma agenda de pesquisa para as relações entre biologia evolutiva, neurociência e o estudo filosófico das emoções.

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Biografía del autor/a

Gabriel José Corrêa Mograbi, UFMT, UFRJ, UC Berkeley, University of Ottawa.

Gabriel J. C. Mograbi é graduado, mestre e doutor em filosofia (UFRJ), com doutorado sanduíche (University of California, Berkeley) sobre orientação de John Searle. Pós-doutor em Neurociência e Filosofia da Neurociência com supervisão de Georg Northoff na University of Ottawa. Professor Adjunto no Departamento de Filosofia da UFMT.

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Publicado

2015-11-18

Cómo citar

Mograbi, G. J. C. (2015). Considerações sobre a teoria do cérebro triuno e sua relevância para uma filosofia da mente e das emoções. Veritas (Porto Alegre), 60(2), 222–241. https://doi.org/10.15448/1984-6746.2015.2.21861

Número

Sección

Filosofias da Biologia