O profano transformado em sagrado pelo interdito

Uma análise de O Nome da Rosa, de Umberto Eco

Palavras-chave: Literatura comparada, Romance, Sagrado, Profano

Resumo

Ao longo de suas obras, Georges Bataille e Roger Caillois se concentraram na conexão inabalável entre termos, aparentemente contrários, como interdição e transgressão, homogêneo e heterogêneo e mundos profanos e sagrados. Apesar de esses seis termos estarem ligados entre si, é no último par que este artigo se concentrará, pois tem como objetivo analisar de quais formas lugares, objetos e pessoas podem se transformar em entidades sagradas no romance O Nome da Rosa, de Umberto Eco, usando como base as teorias de ambos os filósofos franceses com o apoio de Giorgio Agamben. Entende-se que tais relações mencionadas acima, embora possam parecer opostas à primeira vista, são, de fato, determinadas umas pelas outras, pois nenhuma delas pode existir por si mesma.

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Biografia do Autor

Helano Ribeiro, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, PB, Brasil.

Doutor em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, Santa Cataria, Brasil. Professor e tradutor de Língua Alemã da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, PB, Brasil.

Laura Silva e Souza, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS, Brasil.

Mestre em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em Pelotas, RS, Brasil. Doutoranda no programa de Pós-graduação em Letras – Linguagem, Texto e Imagem da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em Pelotas, RS, Brasil.

Referências

AGAMBEN, Giorgio. Profanações. Tradução de Selvino J. Assmann. São Paulo: Boitempo, 2007.

BATAILLE, Georges. O Erotismo. Tradução de Fernando Scheibe. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2014.

BORGES, Luiz Augusto Contador. O Louvor do Excesso: Experiência, Soberania e Linguagem em Bataille. 2011. 215 f. Tese (Doutorado em Filosofia) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

CAILLOIS, Roger. El Hombre y lo Sagrado.Tradução de Juan José Domenchina. México: Fondo de Cultura Económica, 1996.

ECO, Umberto. O Nome da Rosa. Tradução de Aurora Fornoni Bernardini e Homero Freitas de Andrade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983.

Publicado
2022-07-07
Como Citar
Ribeiro, H., & Souza, L. S. e. (2022). O profano transformado em sagrado pelo interdito: Uma análise de O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Veritas (Porto Alegre), 67(1), e42024. https://doi.org/10.15448/1984-6746.2022.1.42024
Seção
Filosofia & Interdisciplinaridade