Constitucionalismo pluralista, bem viver e vida boa

A teoria dworkiniana da unidade de valor e o novo constitucionalismo latino-americano

Palavras-chave: Constitucionalismo pluralista latino-americano, Unidade de valor entre ética e moral, Bem viver, Vida boa

Resumo

O presente artigo investiga a unidade de valor entre ética e moral, proposta por Ronald Dworkin, assumindo, como ponto de partida, o constitucionalismo pluralista latino-americano. Para tanto, o bem viver, afirmado pelas Constituições boliviana e equatoriana mediante o resgate da sabedoria indígena ancestral – pelo reconhecimento respectivamente do suma qamaña e do sumak kawsay como fundamentos da ordem constitucional – é problematizado a partir da relação que possui com o desafio de consolidação de uma vida boa que expresse o comprometimento com os valores de liberdade, igualdade e comunidade. Referido objeto demandou abordagem interdisciplinar, com destaque para a interação entre o Direito Constitucional e a Filosofia. Os resultados da investigação apontam para a convergência entre a concepção de vida boa aludida por Dworkin e o bem viver que fundamenta as constituições pluralistas latino-americanas. A pesquisa se insere na vertente jurídico-sociológica para o desenvolvimento de investigação de tipo jurídico-investigativo e técnica bibliográfica. Para consideração das fontes, foi adotado o procedimento de análise de conteúdo, com a predominância de raciocínios dedutivos e dialéticos.

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Biografia do Autor

Juliano Napoleão Barros, Centro Universitário Católico UniSALESIANO Auxilium (UniSALESIANO), Lins, SP, Brasil.

Doutor em Filosofia do Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, MG, Brasil; professor do Centro Universitário Católico UniSalesiano Auxilium (UniSALESIANO), em Lins, SP, Brasil

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Publicado
2020-12-31
Como Citar
Barros, J. N. (2020). Constitucionalismo pluralista, bem viver e vida boa: A teoria dworkiniana da unidade de valor e o novo constitucionalismo latino-americano. Veritas (Porto Alegre), 65(3), e36645. https://doi.org/10.15448/1984-6746.2020.3.36645
Seção
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