Decolonizando a violência contra as mulheres subalternas em Elvira Vigna

Palavras-chave: Feminismo decolonial, Violência contra a mulher, Masculinidade, Elvira Vigna

Resumo

Este artigo busca identificar como a violência contra as personagens femininas subalternas está retratada na obra Como se estivéssemos em palimpsesto de putas (2016), de Elvira Vigna. Partimos de uma abordagem feminista decolonial com o intuito de identificar as estratégias narrativas usadas pela narradora para explicitar as opressões aniquiladoras do protagonista, João, que impõe sua masculinidade por meio de sexo pago. Como subsídios teóricos, traremos os estudos de Lugones (2019) sobre a decolonização do gênero, de Segato (2003) acerca da violência estrutural que silencia as mulheres, e de Hutcheon (1993) sobre a paródia como uma estratégia política de revisão feminista.

 

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Biografia do Autor

Gardênia Dias Santos, Universidade Federal de Sergipe (UFS), São Cristóvão, SE, Brasil.

Mestre em Letras pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Sergipe (PPGL/UFS), em São Cristóvão, SE, Brasil. Professora da educação básica em Sergipe.

Carlos Magno Gomes, Universidade Federal de Sergipe (UFS), São Cristóvão, SE, Brasil.

Pós-Doutor em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, MG, Brasil. Doutor em Literatura pela Universidade de Brasília (UnB), em Brasília, DF, Brasil. Professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Itabaiana, SE, Brasil.

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Publicado
2021-11-09
Como Citar
Santos, G. D., & Gomes, C. M. (2021). Decolonizando a violência contra as mulheres subalternas em Elvira Vigna. Letrônica, 14(3), e39261. https://doi.org/10.15448/1984-4301.2021.3.39261
Seção
Silêncios e gritos dos subalternos: violência e mecanismos de opressão