O insólito como estratégia discursiva em “Oso Blanco”, de Mayra Santos-Febres

Palavras-chave: Insólito. Literatura porto-riquenha. Mayra Santos-Febres.

Resumo

Este artigo tem como foco a análise do conto “Oso Blanco” da escritora porto-riquenha Mayra Santos-Febres a fim de perceber a presença dos elementos insólitos como estratégia discursiva reveladora da comunhão de corpos impossibilitados de aproximações tangíveis. Percebe-se a constituição do insólito como metáfora epistemológica, seja na imagem da mulher aprisionada em um ciclo burocrático, seja de um braço que ganha autonomia frente ao seu corpo, ou ainda na transformação do edifício de um presídio em narrador e protagonista do enredo. Os sentidos do insólito ganham dimensões históricas e políticas, apontando, como metáfora epistemológica, os sujeitos cindidos.

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Biografia do Autor

Ana Lucia Trevisan, Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), São Paulo, SP

Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo (USP, São Paulo, SP, Brasil), professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM, São Paulo, SP, Brasil.

Luana Barossi, Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), São Paulo, SP

Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo (USP, São Paulo, SP, Brasil), pós-doutoranda e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM, São Paulo, SP, Brasil.

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Publicado
2020-04-08
Como Citar
Trevisan, A. L., & Barossi, L. (2020). O insólito como estratégia discursiva em “Oso Blanco”, de Mayra Santos-Febres. Letrônica, 13(1), e35039. https://doi.org/10.15448/1984-4301.2020.1.35039