Conceição Evaristo

A contadora de histórias

Palavras-chave: Conceição Evaristo, conto, ancestralidade, literatura afro-brasileira

Resumo

O presente artigo visa a investigar algumas das características emblemáticas dos contos de Conceição Evaristo, ressaltando o aspecto da oralidade e o talento da autora como contadora de histórias, que transparece na sua escrita. Dessa maneira, resolvemos escolher três contos da autora: “Mansões e puxadinhos” (2017), “O sagrado pão dos filhos” (2017) e “A moça do vestido amarelo” (2017), todos tirados da coletânea de contos “Contos de leves enganos e parecenças” (2017) de Conceição Evaristo. Cada conto será analisado através de uma ou duas características mais marcantes como: a denúncia das injustiças, a representação de resistências, ou a evocação da ancestralidade e da resistência afro-brasileira. Para isso, iremos nos apoiar no conceito das memórias subterrâneas de Michael Pollak (1993) e no conceito da resiliência, desenvolvido por Eurídice Figueiredo (2020).

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Biografia do Autor

Pauline Champagnat, Université Rennes 2, Rennes, França

Doutora em Literatura Brasileira pela Université Rennes 2, na França; pós-doutoranda na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, RJ, Brasil. Professora de português na faculdade Agrocampus Ouest em Rennes, na França). Membro associada da equipe ERIMIT-Equipe de Recherches Interlangues “Mémoires, Territoires et Identités”.

Referências

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Publicado
2021-11-09
Como Citar
Champagnat, P. (2021). Conceição Evaristo: A contadora de histórias. Letras De Hoje, 56(2), 292-302. https://doi.org/10.15448/1984-7726.2021.2.40143
Seção
O Conto Brasileiro Contemporâneo de Autoria Feminina