Maurice Blanchot e o espaço do imaginário: algumas aproximações

  • Renato Suttana UFGD
Palavras-chave: Espaço, Imaginário, Espaço literário, Maurice Blanchot

Resumo

Neste trabalho, abordamos noção de espaço, aplicado ao estudo da obra literária, conforme se configura nos escritos de Maurice Blanchot. Tomando como base, principalmente, as suas reflexões sobre as obras de Joubert, Borges, Kafka e Mallarmé, procuramos mostrar que o espaço, para Blanchot, aparece como uma dimensão profunda do imaginário, derivada do modo como a obra – sustentada pela dinâmica da imagem – se relaciona com a realidade e a exterioridade do mundo onde aparece como um evento desagregador. O espaço – noção fundamental para Blanchot – é, assim, o lugar do errância, do equívoco e da incerteza, sendo a sua melhor metáfora representada pelo topógrafo do romance O castelo, de Kafka, que talvez tenha oferecido a Blanchot o ponto de partida e a síntese concreta do seu pensamento.

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Biografia do Autor

Renato Suttana, UFGD
Poutor em Letras e professor adjunto da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Grande Dourados.
Publicado
2013-05-20
Como Citar
Suttana, R. (2013). Maurice Blanchot e o espaço do imaginário: algumas aproximações. Letras De Hoje, 48(2), 172-181. Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/fale/article/view/12349
Seção
Dez anos sem Maurice Blanchot