Fatores associados à hepatite viral A na Bahia no ano de 2014

  • Thalita Madeira Almeida Universidade Federal da Bahia
  • Greiciely Costa Carneiro Universidade Federal da Bahia
  • Évilla Wanda Reis de Lima Universidade Federal da Bahia
  • Camila Miyashiro Universidade Federal da Bahia
  • Lázaro Vinicius Amorim Silva Universidade Federal da Bahia
  • Kelly Menezes Souza Universidade Federal da Bahia
  • Thiago Rhangel Gomes Teixeira Universidade Federal da Bahia
  • Técia Maria Santos Carneiro e Cordeiro Universidade Federal da Bahia
  • Magno Conceição das Merces Universidade Federal da Bahia
  • Argemiro D’Oliveira Júnior Universidade Federal da Bahia
Palavras-chave: doenças transmissíveis, hepatite A, fatores de risco, notificação de doenças.

Resumo

Introdução: A hepatite A constitui uma doença infecciosa que reflete as condições sanitárias da população, devendo, portanto, estar em constante monitoramento.
Objetivo: Analisar os fatores associados aos casos de Hepatite A notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no Estado da Bahia, no ano de 2014. Estimou-se a prevalência desta doença, apontando a relação desta com as características sociodemográficas e identificando as principais fontes de infecções associadas.
Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico de corte transversal de caráter exploratório cujo locus foi o Estado da Bahia. Fizerem parte deste estudo todos os casos de hepatites virais notificados no SINAN no ano de 2014. Realizou-se a análise descritiva univariada e analítica bivariada.
Resultados: A prevalência de hepatite viral do tipo A foi estimada em 29,9%. As variáveis associadas à hepatite A foram escolaridade ensino fundamental completo e incompleto, a faixa etária menor de 19 anos, as fontes de infecção domiciliar, pessoa a pessoa, água ou alimentos contaminados, realização de hemodiálise, não ser vacinado para hepatite A, a sorologia Anti-HBs – reagente e inconclusiva e a sorologia Anti-HCV – inconclusiva e não realizada.
Conclusão: Conclui-se que a hepatite A esteve associada a características sociodemográficas, individuais e clínicas. Isso requer ações e estratégias que favoreçam melhores condições de higiene e manuseio dos alimentos e da água, além do fornecimento de uma água segura e potável, controle alimentar e a vacinação em massa da população vulnerável por meio de campanhas e de orientações nas consultas diárias dos profissionais de saúde.

Biografia do Autor

Thalita Madeira Almeida, Universidade Federal da Bahia
Graduanda em Medicina. Faculdade de Medicina da Bahia. Universidade Federal da Bahia.
Greiciely Costa Carneiro, Universidade Federal da Bahia

Graduanda em Medicina. Faculdade de Medicina da Bahia. Universidade Federal da Bahia.

Évilla Wanda Reis de Lima, Universidade Federal da Bahia
Graduanda em Medicina. Faculdade de Medicina da Bahia. Universidade Federal da Bahia
Camila Miyashiro, Universidade Federal da Bahia
Graduanda em Medicina. Faculdade de Medicina da Bahia. Universidade Federal da Bahia
Lázaro Vinicius Amorim Silva, Universidade Federal da Bahia
Graduando em Medicina. Faculdade de Medicina da Bahia. Universidade Federal da Bahia
Kelly Menezes Souza, Universidade Federal da Bahia
Graduanda em Medicina. Faculdade de Medicina da Bahia. Universidade Federal da Bahia
Thiago Rhangel Gomes Teixeira, Universidade Federal da Bahia
Graduando em Medicina. Faculdade de Medicina da Bahia. Universidade Federal da Bahia
Técia Maria Santos Carneiro e Cordeiro, Universidade Federal da Bahia
Enfermeira. Doutoranda em Ciências da Saúde.  Faculdade de Medicina da Bahia. Universidade Federal da Bahia.
Magno Conceição das Merces, Universidade Federal da Bahia
Enfermeiro e Biólogo. Doutorando em Ciências da Saúde.  Faculdade de Medicina da Bahia. Universidade Federal da Bahia. Professor da Universidade do Estado da Bahia
Argemiro D’Oliveira Júnior, Universidade Federal da Bahia
Médico. Doutor em Medicina e Saúde. Professor Titular da Faculdade de Medicina da Bahia. Universidade Federal da Bahia

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Publicado
2017-07-27
Seção
Artigos Originais