Currículo e ação educativa emancipatória: implicações políticas e epistemológicas

  • Rui Gomes de Mattos de Mesquita UFPE
Palavras-chave: currículo, hegemonia, ideologia, ambiente escolar, projeto pedagógico

Resumo

O objetivo deste ensaio é refletir acerca das condições de possibilidade para a emergência e efetividade de ações educativas contra-hegemônicas no âmbito dos sistemas públicos de ensino em democracias representativas ocidentais. Partindo das intuições epistemológicas anti-individualistas de Durkheim, que se contrapõem à dicotomia moderna Estado–mercado e desqualifica o potencial estruturante, seja da esfera estatal ou privada, defendemos, em diálogo com Apple, que o ambiente escolar, para se credenciar como “fonte de vida sui generis” (Durkheim), tem de desnaturalizar as relações funcionais que os sistemas públicos de ensino ensejam com aquelas esferas. Tal percepção repercute na questão curricular, uma vez que, requerendo o estabelecimento de elos relacionais alternativos, abre os flancos do ambiente escolar para a presença de interesses e saberes populares coletivos (desinvestindo no indivíduo como unidade de recepção da ação educativa). Dialogando, em tensão com o projeto racionalista, com Ernesto Laclau e Rui Canário, defendemos que o currículo não deve ter objetivos pré-fixados, mas, ao contrário, ter objetivos contingentes, advindos das vicissitudes do fazer educativo.

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Biografia do Autor

Rui Gomes de Mattos de Mesquita, UFPE
Professor adjunto da UFPE - Departamento de Fundamentos Sócio-Filosóficos da Educação/CE
Publicado
2011-07-29
Como Citar
Gomes de Mattos de Mesquita, R. (2011). Currículo e ação educativa emancipatória: implicações políticas e epistemológicas. Educação, 34(3). Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/faced/article/view/7403