Ensino de Filosofia na Amazônia

A insurgência de filosofias-outras

Palavras-chave: educação, ensino de filosofia, colonialidade, decolonialidade, epistemologia educacional

Resumo

Neste artigo apresenta-se o recorte de uma pesquisa realizada em cursos de Filosofia de duas universidades públicas na cidade de Belém, estado do Pará, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O objetivo deste artigo é debater insurgências decoloniais no ensino de filosofia. A abordagem teórica é da rede conceitual do coletivo Decolonial. É um estudo qualitativo, constituído por pesquisa de campo, levantamento bibliográfico e documental. Foram entrevistados 4 (quatro) estudantes. Inferiu-se que a primeira postura para decolonizar o ensino de filosofia é a reflexão crítica de quem vivencia a filosofia, assim como problematizar a história da filosofia, os cânones da tradição filosófica, bem como desconstruir as concepções engessadas e dogmáticas de filosofia, isto é, realizar uma antropofagia epistemológica/filosófica.

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Biografia do Autor

Sulivan Ferreira de Souza, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG

Doutorando em Educação Latino-Americana da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil). Bolsista de Doutorado (CNPq) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em Belo Horizonte, MG, Brasil.

Ivanilde Apoluceno de Oliveira, Universidade do Estado do Pará (UEPA), Belém, PA

Doutora em Educação pela PUC-SP/ UNAM/UAM-México. Professora da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Belém do Pará, PA, Brasil.

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Publicado
2020-07-16
Como Citar
Souza, S. F. de, & de Oliveira, I. A. (2020). Ensino de Filosofia na Amazônia: A insurgência de filosofias-outras. Educação, 43(2), e31281. https://doi.org/10.15448/1981-2582.2020.2.31281
Seção
Dossiê: Formação em Movimento