Da interseccionalidade à encruzilhada

Operações epistêmicas de mulheres negras nas universidades brasileiras

Palavras-chave: Pensamento feminista negro, Interseccionalidade, Teoria feminista, Encruzilhada

Resumo

O presente artigo tem por objetivo refletir sobre as estratégias de resistência das estudantes negras na pós graduação a partir das experiências dos autores do artigo, enquanto orientador e orientanda. Parte-se da análise dos efeitos da circulação internacional da rede de conceitos relacionados à interseccionalidade em seus efeitos de apropriação politicamente neutralizante e da destituição intelectual da centralidade da experiência negra. No que pese a teoria feminista ter incorporado a interseccionalidade, frequentemente opera uma supressão intelectual da centralidade das experiências de mulheres negras para a constituição de um ponto de vista autodefinido. Para se contrapor a esse efeito neutralizante da circulação internacional do conceito, se analisa aqui como o conceito tem sido traduzido e experimentado por pós-graduandas negras enquanto encruzilhada – categoria da religiosidade de matriz africana.

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Biografia do Autor

Winnie de Campos Bueno, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Porto Alegre, RS, Brasil.

Mestre em Direito Público pelo Programa de Pós-graduação em Direito da Universidade do Vale Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo, RS, Brasil. Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em Petolas, RS, Brasil. Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre, RS, Brasil.

José Carlos dos Anjos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Porto Alegre, RS, Brasil.

Doutor em Antropologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre, RS, Brasil. Pós-doutorado em Sociologia Política pela Ecole Normale Supérieure (ENS), em Paris, França. Professor dos Programas de Pós-Graduação em Sociologia e em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre, RS, Brasil.

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Publicado
2021-12-07
Como Citar
Bueno, W. de C., & Anjos, J. C. dos. (2021). Da interseccionalidade à encruzilhada: Operações epistêmicas de mulheres negras nas universidades brasileiras. Civitas - Revista De Ciências Sociais, 21(3), 359-369. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2021.3.40200
Seção
Dossiê: Interseccionalidades, Direitos e Políticas