<i>Streptococcus mutans</i> em pacientes com estomatite protética submetidos à terapia antifúngica

Autores

  • Laurylene César de S. Vasconcelos Universidade Federal da Paraíba
  • Fábio Correia Sampaio
  • Maria Carméli Correia Sampaio
  • Maria do Socorro Vieira Pereira
  • Maria Helena Pereira Peixoto

Palavras-chave:

Prótese dentária, agentes antifúngicos, Candida, Streptococcus mutans

Resumo

Objetivo: Verificar o número de Streptococcus mutans em saliva de pacientes com estomatite protética antes e após a terapia antifúngica. Metodologia: Após exame clínico de 93 pacientes, 47 foram selecionados para exame micológico e desta amostra foram selecionados trinta pacientes: 15 com diagnóstico positivo e 15 com diagnóstico negativo de candidose foram avaliados para contagem de S. mutans, determinação de fluxo salivar e capacidade tampão. Higiene bucal e da prótese, tempo de confecção, tipo de lesão e dados salivares foram relacionados com características clínicas e laboratoriais de Candida. Resultados: As lesões frequentes foram dos tipos I (43,5%) e II (53,5%). A quantidade de S. mutans foi seis vezes maior em pacientes com candidose e foi associada com baixo fluxo salivar e higiene oral deficiente. Após a terapia, a redução de S. mutans foi verificada particularmente em pacientes com fluxo salivar normal. Os valores variaram de 0,01 a 3,88 UFC/ml x 104. Conclusão: Os dados sugerem que os Streptococcus colaboram com Candida spp na etiopatogenia da estomatite protética. O uso de agentes antimicrobianos orais pode propiciar efeito benéfico para pacientes com estomatite protética submetidos à terapia antifúngica e que apresentam higiene oral deficiente e parâmetros salivares desfavoráveis.

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Publicado

2010-03-31

Edição

Seção

Artigo Original