Inibidores seletivos da cox-2 na odontologia: limitações e efeitos adversos

Autores

  • Gleicy Fátima Medeiros de Souza Universidade de Pernambuco
  • Luciano Cruz de Barros Caldas Residencia do Hospital da restauração/SESPE
  • Gessyca Suielly Melo Matos da Silva Universidade de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.15448/1980-6523.2015.4.14135

Palavras-chave:

Odontologia, Antiinflamatórios, Inibidores de ciclo-oxigenase 2, Efeitos adversos, Uso terapêutico, Contra-indicações

Resumo

Os coxibes são antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs) altamente seletivos para a COX-2, enzima relacionada à processos inflamatórios. A princípio, seu uso deveria apresentar vantagens em relação aos não-seletivos, pois permaneceria a eficácia antiinflamatória com um mínimo de efeitos adversos. Entretanto, sua ampla utilização revelou significativo risco cardiovascular e, em tratamento acima de 6 meses, predisposição à ulcerações, hemorragias e dor gástricas. Sendo recomendado seu uso em pacientes acima de 60 anos, com histórico de úlcera gástrica ou hemorragia digestiva, usuários crônicos de corticosteóides e anticoagulantes. Além disto, são mais caros e possuem eficácia analgésica similar aos AINEs não-seletivos. Em odontologia suas principais indicações estão relacionadas ao controle da dor e da inflamação pelo período máximo de 3 dias ou preemptivamente em cirurgias orais para controle da dor e edema. Entretanto, não há evidências de maiores benefícios da utilização destes fármacos em relação aos AINES tradicionais no manejo odontológico.

Biografia do Autor

Gleicy Fátima Medeiros de Souza, Universidade de Pernambuco

Faculdade de Odontologia/Disciplina de Farmacologia e Terapêutica

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Publicado

2016-03-21

Edição

Seção

Revisão de Literatura