Problemas geolinguísticos

cartografia de variantes lexicais e de respostas suspeitas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/1984-7726.2026.1.48366

Palavras-chave:

Variantes lexicais, Validação de dados, Cartografia linguística

Resumo

O presente artigo aborda de forma sistemática e pontual os desafios metodológicos enfrentados em estudos geolinguísticos, com foco no mapeamento linguístico e na validação de variantes lexicais coletadas in loco. A partir da constatação de que determinados atlas linguísticos apresentam respostas que não correspondem efetivamente a variantes linguísticas em uso, propomos aqui quatro critérios-base para garantir maior rigor na seleção e representação dessas variantes, destacam-se: (i) frequência lexical; (ii) estabilidade do signo linguístico e triangulação de dados; (iii) validação comunicativa (members checking); e (iv) revisão por informantes-chave (external validation). O artigo discute a importância da frequência de uso como indicador de variantes lexicais mais frequentes e menos frequentes, mas também alerta para os limites dessa métrica quando utilizada isoladamente. Já o processo de triangulação é realizado por meio da consulta a dicionários e atlas linguísticos já publicados, garantindo a verificação semântica e referencial dos itens coletados. A validação comunicativa, por sua vez, reconhece como parte integrante do processo de coleta a participação ativa dos informantes na validação dos dados, reforçando a confiabilidade dos resultados da pesquisa. Por fim, a validação externa é apresentada como uma instância complexa de se aplicar, mas não impossível, sendo fundamental para consolidar a credibilidade científica dos atlas linguísticos. A adoção desses critérios auxilia na elaboração de mapas linguísticos mais fidedignos à realidade dialetológica, evitando a inclusão de respostas suspeitas e não condizentes com o referente. Contudo, ressaltamos que esses quatro critérios arrolados não constituem um conjunto fechado, sendo possível a incorporação de novos ou a reformulação daqueles já existentes.

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Biografia do Autor

Romário Duarte Sanches, Universidade Federal do Amapá (Unifap), Santana, Amapá, Brasil.

Doutor em Letras (Linguística) pela Universidade Federal do Pará (UFPA, Belém, PA, Brasil), professor da Universidade Federal do Amapá, Campus Santana, Brasil.

Greize Alves da Silva, Universidade Federal do Tocantins (UFT), Porto Nacional, Amapá, Brasil.

Doutora em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL, Londrina, PR, Brasil), professora da Universidade Federal do Tocantins, Campus Porto Nacional, Brasil.

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Publicado

2026-10-27

Como Citar

Sanches, R. D., & Alves da Silva, G. (2026). Problemas geolinguísticos: cartografia de variantes lexicais e de respostas suspeitas. Letras De Hoje, 61(1), e48366. https://doi.org/10.15448/1984-7726.2026.1.48366