O astronauta no fim do futuro
DOI:
https://doi.org/10.15448/1984-7726.2025.1.48259Palavras-chave:
Victor Heringer, poesia, herança, futuroResumo
O trabalho relê desconstrutivamente seções da poesia reunida de Victor Heringer. Nelas, busca-se destacar diferentes concepções da dicotomia vida/morte (cf. Derrida, 2019), para questionar como se constituem vida e futuro, a partir da observação de mortos, encerramentos de ciclos e da solidão do ente vivente (que pode ser entendido como futuro morto, dada a construção identitária da vida oposta à morte). O que buscamos destacar, em nossa leitura de Heringer, são as contradições presentes nos poemas selecionados em uma antologia póstuma cuja sobrevida já se torna a própria tentativa de leitura nesse ensaio cuja herança é a vontade de fazer com que, a partir das ideias aqui elaboradas, seja possível todo e qualquer outro laço pensado tanto na leitura dos poemas, quanto das proposições que faremos em nosso texto. Ler, herdar e buscar pensar o futuro a partir da própria noção de o que se ensina a ler e a pensar também depende da morte do texto como, ao menos, uma possibilidade já encerrada e ensimesmada (dado que a leitura pode começar quando o poema já terminou), que a desconstrução, aqui, busca encenar como seu início, não seu fim, do clamor pelo Outro.
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Referências
BRODSKY, Joseph. Marca d'água. Belo Horizonte: Âyiné, 2024. Disponível em: https://ayine.com.br/catalogo/marca-dagua/. Acesso em: 31 out. 2024.
DERRIDA, Jacques. Life Death. Tradução de Pascale-Anne Brault e Michael Naas. Chicago: University of Chicago Press, 2019.
HERINGER, Victor. Não sou poeta. Poesia reunida. São Paulo: Companhia das Letras, 2024.
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