Caminhos interrompidos
trajetórias educacionais de jovens vítimas de homicídio em Porto Alegre
DOI:
https://doi.org/10.15448/2178-5694.2025.1.48101Palavras-chave:
Juventude, Violências escolares, mortalidade juvenil, análise documentalResumo
A pesquisa em tela teve como objetivo identificar a relação entre a mortalidade juvenil, o acesso e a permanência de jovens nas políticas públicas, especialmente no que diz respeito às suas trajetórias educacionais. A partir de uma abordagem qualitativa, foram utilizadas técnicas de análise documental como forma de identificar registros que permitem reconstituir parcialmente os percursos educacionais de uma amostra de 18 jovens vítimas de homicídio em Porto Alegre, em 2018, residentes nos três territórios com maiores índices de mortalidade juvenil no município, de acordo com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Foi realizada a busca de registros desses jovens junto às redes municipal e estadual de ensino, bem como informações sobre suas trajetórias educacionais em seus registros de atendimento nas políticas de socioeducação, assistência social e expedientes do Conselho Tutelar. Alguns marcadores se mostraram regulares nas trajetórias da maioria dos jovens que compuseram a amostra da pesquisa, sendo quatro as principais similaridades identificadas: 1) a presença de trajetórias escolares não lineares (com episódios de infrequência escolar, abandono e distorção idade-série); 2) a passagem pela modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA); 3) a intersecção entre o sistema de justiça juvenil e a trajetória escolar desses jovens; 4) os indícios da necessidade de atendimento especializado no contexto educativo.
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