Cárcere em crise
desafios estruturais do sistema prisional brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.15448/2178-5694.2026.1.50262Palavras-chave:
Sistema Prisional, Direitos Fundamentais, Reintegração social, Política criminalResumo
O sistema prisional brasileiro enfrenta uma crise estrutural marcada por superlotação, morosidade processual, expansão penal e condições degradantes de encarceramento, evidenciando o distanciamento entre as garantias constitucionais e a realidade carcerária. O artigo analisa como esses problemas decorrem não apenas de falhas administrativas, mas também de escolhas político-criminais que consolidam a prisão como resposta central ao crime, contribuindo para o hiperencarceramento e a violação de direitos fundamentais. A pesquisa adota abordagem qualitativa, bibliográfica e documental, com análise de literatura jurídica e criminológica e de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Conclui-se que a crise é estrutural e exige a revisão do modelo penal, com fortalecimento de alternativas ao encarceramento e de políticas de reintegração social.
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