Dos Alpes à tia do WhatsApp
Lucie Varga e os contornos do autoritarismo de que o Brasil escapou, por enquanto
DOI:
https://doi.org/10.15448/2178-5694.2026.1.48629%20Palavras-chave:
Autoritarismo, Lucie Varga, Além do Cânone, BolsonarismoResumo
Este artigo propõe uma leitura comparativa entre a análise da história do tempo presente em Lucie Varga sobre a ascensão do nacional-socialismo na perspectiva de moradores do vale de Vorarlberg e os processos de radicalização da nova direita extremista no Brasil contemporâneo, especialmente no período anterior à eleição presidencial de 2018. A partir de uma perspectiva que privilegia a observação do cotidiano, investiga-se como discursos autoritários se articulam e crescem sem moralismos difusos, vínculos afetivos, dentro e fora das esferas institucionais. O argumento parte de que, embora o Brasil tenha quase atingido uma ruptura institucional, não tivemos golpe, ditadura e o país escapou do autoritarismo, pelo menos por enquanto. Usando a figura da “tia do WhatsApp” como espaço simbólico de difusão conservadora, o texto reivindica o uso de ferramentas fora do cânone tradicional das Ciências Sociais para compreender a disseminação de discursos autoritários abaixo da superfície da grande mídia.
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