Ressonância e revolução

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/1984-7289.2026.49392%20

Palavras-chave:

Ressonância, Revolução, Luta por ressonância, Alienação, Emancipação

Resumo

O artigo examina a relação entre ressonância e revolução por meio de um diálogo crítico entre Hartmut Rosa e Georg Lukács. Contra a interpretação segundo a qual a ressonância teria um caráter meramente adaptativo, sustenta-se que ela está intrinsecamente vinculada a processos de transformação social radical. Longe de ser uma contradição em termos, a ideia de uma “luta por ressonância” é constitutiva do próprio conceito de ressonância. Ao reconstruir a análise lukácsiana da emergência da consciência revolucionária à luz de categorias propostas por Rosa, revela-se a insuficiência tanto da noção de uma ressonância puramente adaptativa quanto de concepções estritamente antagonistas de revolução. De um lado, a ressonância exige lutas sociais radicais: é ao nos contrapormos às estruturas alienantes da estabilização dinâmica que reconhecemos nossa capacidade compartilhada de ser afetados. De outro lado, a luta revolucionária requer ressonância: é ao nos abrirmos aos outros que podemos reconhecer nossa capacidade comum de mover o mundo e direcioná-la contra estruturas alienantes.

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Biografia do Autor

Arthur Bueno, Universität Passau, Passau, Bavaria, Alemanha.

Professor assistente na Universidade de Passau, em Passau, Bavária, Alemanha, pesquisador associado do Centre Marc Bloch, em Berlim, Alemanha, e professor afiliado da Universidade de São Paulo (USP), São
Paulo/SP, Brasil. Doutor e mestre em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), São Paulo/SP, Brasil.

Referências

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Publicado

2026-05-22

Como Citar

Bueno, A. (2026). Ressonância e revolução. Civitas: Revista De Ciências Sociais, 26(1), e49392. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2026.49392