Direitos reprodutivos e justiça (não) reprodutiva
aborto e planejamento familiar na narrativa de um homem trans
DOI:
https://doi.org/10.15448/1984-7289.2025.1.47239Palavras-chave:
Homens trans, Pessoas transmasculinas, Direitos sexuais e reprodutivos, Aborto, Planejamento familiarResumo
Este estudo tem como objetivo analisar as implicações práticas dos conceitos de direitos reprodutivos, justiça reprodutiva e não reprodutiva na trajetória de vida de um homem trans. Foi utilizado um delineamento de estudo de caso único. Os dados foram obtidos por meio de entrevista em profundidade mediada por tecnologia. Os registros gravados em áudio foram submetidos à análise temática reflexiva e discutidos com o amparo teórico do transfeminismo das transmasculinidades. O participante havia vivenciado um aborto e uma gestação bem-sucedida após sua transição de gênero. Foram evidenciadas dificuldades enfrentadas na garantia de seus direitos reprodutivos. As políticas públicas de planejamento familiar, leis e discussões sobre o acesso ao aborto seguro, legal e gratuito no Brasil são ferramentas da cisnormatividade que legitimam a exclusão da população transmasculina no que tange ao acesso aos seus direitos e desejos (não) reprodutivos.
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