Parafrasear: Por quê? Para quê?

Onici Claro Flôres

Resumo


O presente artigo enfoca a paráfrase enquanto um processo linguístico-cognitivo, fundamentando-se em estudos neurocientíficos (DEHAENE, 2012; IZQUIERDO, 2011; van DIJK, 2010 etc.). Seu objetivo é, através de uma retrospectiva dos estudos já realizados a respeito do tema, como os de Fuchs (1982, 1985) e de outros autores, situar a presente abordagem, destacando a importância da repetição e da paráfrase para a construção do conhecimento. Por fim, sugere que a paráfrase seja reconhecida e valorizada tanto para testar a compreensão leitora quanto para estimular a produção escrita, entre acadêmicos e estudantes dos demais níveis de ensino.


Palavras-chave


Leitura; Paráfrase; Escrita; Ensino

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-4301.2016.2.23314

e-ISSN: 1984-4301 

 

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