A viagem e o indivíduo exilado: uma leitura aproximativa entre Luís de Camões e António Lobo Antunes

Mariana Neto Silva Andrade

Resumo


No presente trabalho, pretendemos analisar o romance Sôbolos rios que vão, de António Lobo Antunes, cujo título é inspirado no poema homônimo de Luís de Camões. Cremos que seja possível vislumbrar, tanto no eu-lírico camoniano quanto no protagonista antuniano, a representação de indivíduos exilados, que se deparam, no presente, com um lugar estrangeiro. Inspirados pela leitura do poema de Camões, desejamos observar como se dá, na obra contemporânea, a oposição entre saúde e doença, infância e maturidade, tempo anterior e tempo presente.


Palavras-chave


António Lobo Antunes; Luís de Camões; Sôbolos rios que vão.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-4301.2014.2.17927

e-ISSN: 1984-4301 

 

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