Experiências de economia popular solidária no Vale do Rio Pardo: processos de trabalho desenvolvidos

Caroline Goerck

Resumo


As cooperativas e associações de trabalho foram criadas, no Brasil, nas últimas décadas do século XX, como uma das formas de gerar trabalho e renda aos sujeitos que se encontram excluídos do mercado formal de trabalho. Este artigo refere-se a uma pesquisa que teve como objetivo analisar a organização dos processos de trabalho desenvolvidos em três cooperativas e uma associação existentes no Rio Grande do Sul. Com a efetivação desta pesquisa, pode-se verificar que, num primeiro momento, é a possibilidade de gerar trabalho e renda que ocasiona a inserção dos trabalhadores nesses empreendimentos coletivos. Existem, entretanto, outras características importantes na constituição dessas experiências e de seus processos de trabalho. Os integrantes das cooperativas e/ou associação podem elaborar as suas próprias regras de normatização da produção e de gestão dos empreendimentos. Merece referência também, o processo de participação dos sujeitos nas decisões e nas atividades que desenvolvem, possibilitando que esses empreendimentos se tornem autogestionários – com exceção de uma cooperativa –, bem como o rodízio das atividades efetuadas pelos trabalhadores nos processos de trabalho. Para o desenvolvimento desses empreendimentos, faz-se necessário, no entanto, o incentivo do poder público, mediante políticas públicas que financiem e assessorem essas experiências.

Palavras-chave – Reestruturação do Capital. Economia popular solidária. Processos de trabalho.

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e-ISSN: 1677-9509


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