Thomas – o primeiro blanchotiano

Davi Andrade Pimentel

Resumo


Este artigo analisa a narrativa Thomas l’obscur, de Maurice Blanchot, a partir da configuração da outra noite blanchotiana, noite que apresenta a falta e a ausência da palavra no que ela tem de mais agressiva, de mais excessiva e de mais absurdamente maravilhosa. Neste artigo, tenho como interlocutor teórico os escritos sobre literatura do próprio autor. O interesse nesse diálogo consiste em apresentar a fusão apaixonada de seus escritos ficcionais e teóricos. Em Maurice Blanchot, não há pontos de isolamento e nem de divergência entre seus dois pólos de escritura, mas sim uma complementação, uma convergência, entre o que denominamos de ficção e de teoria.

Palavras-chave


Maurice Blanchot; Outra noite; Thomas l’obscur; Incomensurável; Literatura

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e-ISSN: 1984-7726 | ISSN-L: 0101-3335


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