Lealdades, silêncios e conflitos: Ser um dos “grandes” num abrigo para famílias

Fernanda Bittencourt Ribeiro

Resumo


Neste artigo  entende-se a  criança como um ator social produtor de cultura e atuante nas relações sociais das quais participa. Considerando que a emergência desta noção na antropologia coincide, historicamente, com o processo de reconhecimento da criança como um sujeito pleno de direitos, a análise insere-se num projeto amplo que visa interrogar seus  posicionamentos quando  diferentes figuras de autoridade − juízes, educadores, técnicos etc. − atuam  visando assegurar  a proteção de seus direitos frente a suas famílias de origem. A partir de dados etnográficos coletados ao longo de dois anos numa instituição do sistema francês de proteção à infância, destinada a famílias ditas monoparentais em dificuldade, analisa-se práticas cotidianas de crianças de sete a dez anos num contexto relacional complexo em que seus pais estão sob suspeita quanto à capacidade ou possibilidade de educá-las.

Palavras-chave


antropologia da criança; proteção à infância; família; crianças

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-7289.2011.1.9192

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ISSN-L: 1519-6089  -  e-ISSN: 1984-7289

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