História de vida vivenciada e história de vida narrada: A interrelação entre experiência, recordar e narrar

Gabriele Rosenthal

Resumo


Como as pessoas se apresentam com sua história de vida no presente da narração ou da escrita e até que ponto sua apresentação é constituída por sua vivência no passado? Gostaria de aprofundar esse questionamento com o auxílio de uma concepção baseada na teoria da Gestalt e na fenomenologia a respeito da relação dialética entre vivenciar, lembrar e narrar. O presente, isto é, tanto a constelação atual da história de vida, os discursos sociais atuantes no presente, quanto a situação da interação atual, constitui o olhar retrospectivo sobre o passado, o processo recordativo, as memórias que se apresentam e a forma em que se expressam na comunicação. Ainda assim, a construção do passado que se realiza no presente se encontra numa relação de dependência do passado vivenciado; ela não é independente das vivências pregressas. Para dar conta da diferença fundamental entre a perspectiva atual do passado e as perspectivas do passado que mudaram constantemente em presentes anteriores, fazem-se necessários uma reflexão metodológica específica e um procedimento metodologicamente controlado. Isso é explicitado, focando-se numa possível reconstrução de vivências passadas que se aproxima do passado vivenciado, com base no exemplo de um caso. Com o procedimento metodológico aqui discutido rejeita-se resolutamente a suposição da existência de uma homologia entre vivência e narração (ver Rosenthal, 1995).


Palavras-chave


Experiência de vida. Narração de vida. Experiência. Lembrar. Narrar.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-7289.2014.2.17116

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ISSN-L: 1519-6089  -  e-ISSN: 1984-7289

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