Politização da criminalidade e vulnerabilidade social: entre os paradigmase da justiça criminal e da seletividade penal
DOI:
https://doi.org/10.15448/2177-6784.2016.2.25424Palabras clave:
vulnerabilidade, politização da justiça, seletividade, criminalizaçãoResumen
O contexto contemporâneo reforça a existência de um processo de politização da justiça, resultando no abandono do caráter jurisdicionalpelos atores judiciais, que passam a perseguir objetivos políticos, a partir da substituição dos critérios relativos ao âmbito legal por paradigmas de oportunidade. Dessa forma, o processo penal, em sua concretude, direciona-se às classes sociais mais vulneráveis, numa relação de seletividade por vulnerabilidade, implicação negativa da relação entre disponibilidade de recursos materiais ou simbólicos e o acesso às múltiplas oportunidades. O poder político é exercido, como regra, por indivíduos que integram classes dominantes da sociedade: são os interesses desta que costumam ser contemplados, gerando prejuízos às camadas sociais menos favorecidas. A presente construção teórica objetiva explorar a relação entre política e seu exercício arbitrário, a partir da criminalização de condutas de grupos selecionados, resultando da revisão de literatura atinente às temáticas abordadas, com utilização do método dialético e uma abordagem crítica.
Citas
ASSIS, Rafael Damaceno de. A realidade atual do sistema penitenciário Brasileiro. 2010. Disponível em: <http://br.monografias.com/ trabalhos908/a-realidade-atual/a-realidade-atual.shtml//>.
BARATTA, Alessandro. Criminologia crítica e crítica do direito penal: introdução à sociologia do direito penal. 3. ed. Rio de Janeiro: Revan, 2002.
BOFF, Frei Leonardo. A águia e a galinha. Petrópolis: Vozes, 1997.
BRASIL. Código Penal de 1940. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm//>. Acesso em: 20 ago. 2016.
BRASIL. Código de Processo Civil de 2015. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105. htm//>. Acesso em: 28 set. 2016.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 2013.
BRASIL. Jurisprudência. Revista Jurídica Consulex, n. 193, p. 40, 31 jan. 2005.
BRASIL. Lei nº 7.170, de 14 de dezembro de 1983. Define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, estabelece seu processo e julgamento e dá outras providências, 1983. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, 23 dez. 1983. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Leis/L7170.htm>. Acesso em: 11 de set. 2016.
CANOTILHO, José Joaquin Gomes; MOREIRA, Vital. Constituição da República Portuguesa anotada. Coimbra: Coimbra Editora, 2010. Vol. II.
CARNEIRO, C. B. L.; VEIGA, L. O conceito de inclusão, dimensões e indicadores. Belo Horizonte: Secretaria Municipal de Coordenação da Política Social, jun. 2004. (Pensar BH – Política Social, 2).
CASTEL, R. A insegurança social: o que é ser protegido? Petrópolis: Vozes, 2005.
CARVALHO, Amilton Bueno de. Magistratura e direito alternativo. São Paulo: Acadêmica, 1992.
CARVALHO, Amilton Bueno de. Direito penal a marteladas: algo sobre Nietzsche e o Direito. Rio de Janeiro, Lumen Juris, 2013.
CARVALHO, Amilton Bueno de; CARVALHO, Salo de. Aplicação da pena e garantismo. 2. ed. [S.l.]: Lumen Juris, 2002.
DELMANTO, Celso et al. Código penal comentado. 7. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2007.
DIMOULIS, Dimitri. Coord. Geral. Dicionário de direito constitucional. São Paulo: Saraiva, 2007.
KAZTMAN, R. Seducidos y abandonados: elaislamiento social de los pobres urbanos. Revista de la CEPAL, Santiago do Chile, n.75, p.171-189. dec. 2001.
FEDOZZI, Luciano; RIBEIRO, Luiz César de Queiroz. Observatório das Metrópoles. Análise da regiões metropolitanas do Brasil. Construção de Tipologias, Tipologia Social e Identificação de Áreas Vulneráveis. Rio de Janeiro, 2005. p. 58.
FON FILHO, Aton. Criminalização dos Movimentos Sociais: Democracia e repressão dos direitos humanos. In: BUHL, Kathrin.
KOROL, Claudia (Orgs.). Criminalização dos protestos e movimentos sociais. São Paulo: Estação das Artes, 2008.
FON FILHO, Aton; FIGUEIREDO, Suzana Angélica Paim. Estratégias de criminalização social e o assassinato de Vladimir Herzog em Carazinho – RS. In: SYDOW, Evanize; MENDONÇA, Maria Luisa (Orgs.). Direitos Humanos no Brasil. São Paulo: Rede Social de justiça e Direitos Humanos, 2008.
FRAGOSO, Heleno Cláudio. Advocacia da liberdade: a defesa nos processos políticos. Rio de Janeiro: Forense, 1984.
GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. 12. ed. São Paulo: L&PM Editorial, 2010.
HUNGRIA, Nelson. A criminalidade política no direito brasileiro. In: Revista Forense, a. 87, n. 188, mar.-abr. 1960.
LAKATOS, Eva Maria Sociologia geral. São Paulo: Atlas, 1985.
LOBO, P. L. N. Do contrato no Estado Social: crise e transformações. Maceió: Edufal, 1983.
MORILLO, Joaquin Garcia. Responsabilidad política y responsabilidadpenal. In: Revista Española de Derecho Constitucional, a. 18, n. 52, p. 81-110, 2008.
NICOLITT, André. Manual de Processo Penal. 2. ed. atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
PAMPLONA, Gustavo. Crimes políticos, terrorismo e extradição: nos passos de Hannah Arendt. Porto Alegre: Simplíssimo, 2011.
PARÁ (BRASIL). Tribunal de Justiça do Estado do Pará. 1ª Vara Cível de Altamira. Processo nº 0001485-05.2013.814.0005. Interdito Proibitório. Requerentes: Norte Energia S/A e Consórcio Construtor Belo Monte. Requeridos: Movimento dos Atingidos por Barragens, Movimento Xingu vivo para sempre e outros. Altamira, 13 de março de 2013. Disponível em: <http://s.conjur.com.br/dl/justica-vetaprotestos- movimentos.pdf//. Acesso em: 28 set. 2016.
SANTOS, Boaventura de Sousa. A judicialização da política. 2003. Disponível em: <http://www.ces.uc.pt/opiniao/bss/078en.php//>. Acesso em: 20 set. 2016.
SCALABRIN, Leandro. “Estado de exceção” no Rio Grande do Sul e a Criminalização do MST. In: SYDOW, Evanize; MENDONÇA, Maria Luisa (Orgs.). Direitos humanos no Brasil. São Paulo: Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, 2008.
THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia. 9. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
ZAMPIERI, Natália. Criminalização da Política e Politização da Justiça. Revista do Programa de Pós-graduação de Direito da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza: UFC, 2014.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
DERECHOS DE AUTOR La sumisión de originales para la Sistema Penal & Violância implica la transferencia, por los autores, de los derechos de publicación. El copyright de los artículos de esta revista es el autor, junto con los derechos de la revista a la primera publicación. Los autores sólo podrán utilizar los mismos resultados en otras publicaciones indicando claramente aSistema Penal & Violância como el medio de la publicación original. CREATIVE COMMONS LICENSE Debido a que es una revista de acceso abierto, permite el libre uso de artículos en aplicaciones científicas y educativas, siempre y cuando la fuente. De acuerdo con la Licencia Creative Commons CC-BY 4.0, adoptada por laSistema Penal & Violância el usuario debe respetar los requisitos abajo. Usted tiene el derecho de: Compartir - copiar y redistribuir el material en cualquier medio o formato.Adaptar - remezcla, transformar y crear a partir del material para cualquier propósito, incluso con fines comerciales. Sin embargo, sólo de acuerdo con los siguientes términos: Asignación - Usted debe dar el crédito apropiado, proveer un enlace a la licencia e indicar si los cambios se han hecho. Debe hacerlo en condiciones razonables, pero de ninguna manera que sugiera queSistema Penal & Violância usted o su uso es compatible.No hay restricciones adicionales - No se pueden aplicar términos legales o naturaleza tecnológica de las medidas que restringen legalmente hacer algo distinto de los permisos de licencia. Avisos:Usted no tiene que cumplir con los términos de licencia con respecto a los elementos materiales que son de dominio público o cuyo uso está permitido por una excepción o limitación que se aplica.Garantías no se les da. La licencia no le puede dar todos los permisos necesarios para el uso previsto. Por ejemplo, otros derechos, como derechos de imagen, privacidad o derechos morales, pueden limitar el uso del material.Para obtener más información acerca de la licencia Creative Commons, siga el enlace en la parte inferior de esta página web.
