Vidas (hiper)precárias: Políticas públicas penais e de segurança face às condições e vida de travestis e transexuais no Rio Grande do Sul

Autores/as

  • Beatriz Gershenson Aguinsky PUCRS
  • Guilherme Gomes Ferreira PUCRS
  • Marcelli Cipriani PUCRS

DOI:

https://doi.org/10.15448/2177-6784.2014.2.18589

Palabras clave:

Travestilidades. Transexualidades. Sistema Penal. Sistema de Segurança Pública.

Resumen

Este artigo visa a analisar as experiências sociais de travestis e transexuais face o sistema penal e de segurança pública do Rio Grande do Sul, a fim de identificar como tais pessoas são tratadas e capturadas pelos mesmos. Para isso, foram desenvolvidas duas pesquisas, calcadas na aplicação de entrevistas a travestis e transexuais, a profissionais e técnicos penitenciários e a gestores da política penal e de segurança pública. As informações coletadas – que foram literalmente transcritas e, então, interpretadas – demonstraram, por um lado, a intensificação institucional da preocupação para com o acesso a prerrogativas da população trans e, por outro, a permanência de comportamentos discriminatórios na atuação de agentes estatais. Ainda, indicaram limitações materiais das políticas públicas examinadas e, por fim, a possibilidade de assimilação e de reprodução – por parte de travestis e transexuais – das diferentes formas de violência sofridas no interior do sistema penal e de segurança.

Biografía del autor/a

Beatriz Gershenson Aguinsky, PUCRS

Bolsista de Produtividade em Pesquisa Possui graduação em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1982), graduação em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1985), especialização em Direitos Humanos pela ESMPU/UFRGS e doutorado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2003). É professora titular da Faculdade de Serviço Social da PUCRS onde, atualmente, exerce a função de Diretora; assistente social do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul; editora da Revista Textos e Contextos da Faculdade de Serviço Social da PUCRS; membro do conselho editorial científico da Revista Katalysis da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Serviço Social, com ênfase em Infância e Juventude, atuando principalmente nos seguintes temas: serviço social, socieducação, justiça restaurativa, direitos humanos, ética e formação profissional.

Guilherme Gomes Ferreira, PUCRS

Assistente Social (PUCRS, 2012) e Mestre em Serviço Social (PUCRS, 2014). Atualmente é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da PUCRS, com bolsa integral da CAPES. Presta assessoria técnica voluntária à Igualdade - associação de travestis e transexuais do Rio Grande do Sul, através de oficinas de saúde com travestis privadas de liberdade em regime fechado e oferecendo atendimento em matéria de Serviço Social. Atua também como voluntário em matéria de Serviço Social no G8-Generalizando - Grupo de Direitos Sexuais e de Gênero do Serviço de Assessoria Jurídica Gratuita da UFRGS. Tem experiência na área de Serviço Social, atuando principalmente nos seguintes temas: Relações de Gênero; Diversidade Sexual e de Gênero; Transfeminismo; Teoria Queer e Teoria Marxista; Movimentos Sociais; Direitos Humanos; Criminologia Crítica; Acesso à Justiça; Justiça Restaurativa; e Infância e Juventude.

Marcelli Cipriani, PUCRS

É graduanda em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Participa do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Segurança e Administração da Justiça Penal (GPESC - PUCRS).

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Publicado

2014-12-21

Número

Sección

Criminología y Control Social