Repare bem: a narrativa fílmica por uma justiça reconstrutiva
DOI:
https://doi.org/10.15448/2177-6784.2014.1.17235Palabras clave:
Justiça de Transição. Justiça Restaurativa. Narrativa Fílmica. Memória Coletiva. Anistia.Resumen
Este artigo busca promover uma reflexão sobre justiça de transição a partir da interpretação de aspectos do documentário Repare Bem (2012), de autoria de Maria de Medeiros. Nesta narrativa fílmica observamos a força do relato de vida de duas mulheres, Denise Crispim, a mãe, e Eduarda Crispim Leite, sua filha, as quais foram perseguidas pelas ditaduras civil-militares no Brasil e no Chile nos anos 1970. Aderimos conceitualmente, para esta leitura, ao referencial teórico dos estudos sobre justiça de transição, justiça restaurativa e justiça reconstrutiva, bem como do campo do imaginário social e da memória coletiva. O texto foi produzido no âmbito do debate do grupo de pesquisa Direito à Memória e à Verdade e Justiça de Transição, ligado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
DOI: http://dx.doi.org/10.15448/2177-6784.2014.1.17235
Citas
ANDRADE, Vera Regina Pereira de. Minimalismos, Abolicionismos e Eficientismo: a crise do sistema penal entre a deslegitimação e a expansão. Revista Seqüência, n. 52, p. 170-174, jul. 2006.
BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
BACHOF, Otto. Jueces y Constitución. Madrid, 1985.
BENJAMIN, Walter. O narrador. Considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. Ensaios sobre Literatura e Historia da Cultura. São Paulo, Brasiliense, 1993. p. 197-221.
______. Passagens. Belo Horizonte: Editora da UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial, 2006.
BUENO, Tomás Valladolid Bueno. La Justicia Reconstructiva: Presentación de un Nuevo Paradigma. In: MATE, Reyes; ZAMORA, José A. (Orgs.). Justicia y Memoria: Hacia una teoria de la justicia anamnética. Barcelona: Anthropos, 2011.
CAPPELLETTI, Mauro. Juízes legisladores? Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor, 1999.
______. Juízes irresponsáveis? Porto Alegre: Sérgio Antonio Fabris Editor, 1989.
______. O controle judicial de constitucionalidade das leis no direito comparado. Porto Alegre: Sérgio Antonio Fabris Editor, 1984.
CAPPELLETTI, Mauro; GARTH, Bryant. Acesso à justiça. Fabris, 1988.
DWORKIN, Ronald. O império do direito. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
GARAPON, Antoine. Crimes que não se podem punir nem perdoar: para uma justiça internacional. Lisboa: Piaget, 2002.
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006.
HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo: Editora 34, 2003.
LACLAU, Ernesto. A razão populista. São Paulo: Três Estrelas, 2013.
______. O retorno do povo: razão populista, antagonismo e identidades coletivas. Revista Política & Trabalho, v. 23, 2005.
MATE, Reyes. Memórias de Auschwitz: Atualidade e política. São Leopoldo: Nova Harmonia, 2005.
MOUFFE, Chantal. Toward an agonistic model of democracy. Revista de Sociologia e Política, n. 25, p. 11-23, 2005a.
______. On the political. Routledge, 2005b.
MOUFFE, Chantal. The democratic paradox. Verso, 2000.
______. Pensando a democracia moderna com, e contra, Carl Schmitt. Cadernos da Escola do Legislativo, n. 1, 1994.
PALLAMOLLA, Raffaella da Porciuncula. Justiça Restaurativa: Da teoria à prática. São Paulo: IBCCRIM, 2009.
RICOEUR, Paul. O si-mesmo como um outro. Campinas, Papirus, 1991.
RODRÍGUEZ, Alejandro Martínez. La rendición de cuentas y lo imprescritible. In: ZAMORA, Jose Antonio; MATE, Reyes (Eds.). Justicia y memoria – hacia una teoría de la justiça anamnética. Barcelona: Anthropos, 2011.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Introdução à sociologia da administração da justiça. In: FARIA, José Eduardo (Org.). Direito e Justiça: a função social do judiciário. 3. ed. São Paulo: Ática, 1997. p. 39-65.
SCHMITT, Carl. O conceito do político – teoria do partisan. São Paulo: Del Rey, 2009.
SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma. A questão dos testemunhos de catástrofes históricas. In: UMBACH, Rosani Ketzer (Org.). Memórias da repressão. Santa Maria: UFSM, PPGL, 2008. p. 74-78.
SELIGMANN-SILVA, Márcio. Direito pós-fáustico: por um novo tribunal como espaço de Rememoração e elaboração dos traumas sociais. In: ABRÃO, Paulo; SILVA FILHO, José Carlos Moreira da; TORELLY, Marcelo (Orgs.). Justiça de Transição nas Américas: olhares interdisciplinares, fundamentos e padrões de efetivação. Belo Horizonte: Fórum, 2013.
ZAFFARONI, Eugenio Raúl. Poder judiciário: crise, acertos e desacertos. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1995.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
DERECHOS DE AUTOR La sumisión de originales para la Sistema Penal & Violância implica la transferencia, por los autores, de los derechos de publicación. El copyright de los artículos de esta revista es el autor, junto con los derechos de la revista a la primera publicación. Los autores sólo podrán utilizar los mismos resultados en otras publicaciones indicando claramente aSistema Penal & Violância como el medio de la publicación original. CREATIVE COMMONS LICENSE Debido a que es una revista de acceso abierto, permite el libre uso de artículos en aplicaciones científicas y educativas, siempre y cuando la fuente. De acuerdo con la Licencia Creative Commons CC-BY 4.0, adoptada por laSistema Penal & Violância el usuario debe respetar los requisitos abajo. Usted tiene el derecho de: Compartir - copiar y redistribuir el material en cualquier medio o formato.Adaptar - remezcla, transformar y crear a partir del material para cualquier propósito, incluso con fines comerciales. Sin embargo, sólo de acuerdo con los siguientes términos: Asignación - Usted debe dar el crédito apropiado, proveer un enlace a la licencia e indicar si los cambios se han hecho. Debe hacerlo en condiciones razonables, pero de ninguna manera que sugiera queSistema Penal & Violância usted o su uso es compatible.No hay restricciones adicionales - No se pueden aplicar términos legales o naturaleza tecnológica de las medidas que restringen legalmente hacer algo distinto de los permisos de licencia. Avisos:Usted no tiene que cumplir con los términos de licencia con respecto a los elementos materiales que son de dominio público o cuyo uso está permitido por una excepción o limitación que se aplica.Garantías no se les da. La licencia no le puede dar todos los permisos necesarios para el uso previsto. Por ejemplo, otros derechos, como derechos de imagen, privacidad o derechos morales, pueden limitar el uso del material.Para obtener más información acerca de la licencia Creative Commons, siga el enlace en la parte inferior de esta página web.
