Passos para a elaboração de instrumentos de escolha forçada do tipo rank
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-8623.2024.1.40882Palavras-chave:
Desejabilidade Social, Psicometria, Validade dos TestesResumo
Os instrumentos no formato de escolha forçada têm se mostrado bastante úteis na prevenção do falseamento das respostas. No entanto, mesmo sabendo que a vantagem do controle deste viés é bastante útil em diversos contextos de atuação do psicólogo, o número de instrumentos psicológicos neste formato e artigos brasileiros sobre esta temática ainda é escasso. O presente artigo tem como objetivo fomentar esta discussão, trazendo informações sobre as principais etapas presentes na construção de um instrumento de escolha forçada do tipo RANK, com vistas a auxiliar os pesquisadores em sua execução. As etapas da criação dos blocos de respostas e a forma de análise da desejabilidade social dos itens são alguns dos tópicos discutidos.
Downloads
Referências
Alexandre, N. M. C., & Coluci, M. Z. O. (2011). Validade de conteúdo nos processos de construção e adaptação de instrumentos de medidas. Ciência & Saúde Coletiva, 16(7), p. 3061-3068. https://doi.org/10.1590/S1413-81232011000800006
American Educational Research Association, American Psychological Association, National Council on Measurement in Education. (2014). Standards for educational and psychological testing (6. ed.). American Educational Research Association.
Borsa, J. C., & Size, M. M. (2017). Construção e Adaptação de Instrumentos Psicológicos: dois caminhos possíveis. In B. F. Damásio, & J. C. Borsa, Manual de Desenvolvimento de Instrumentos Psicológicos (pp. 15-37). Vetor.
Brown, A. (2014). Item Response Models for Forced-Choice Questionnaires: A Common Framework. Psychometrika, 81(1), 135-160. https://doi.org/10.1007/s11336-014-9434-9
Brown, A., & Maydeu-Olivares, A. (2011). Item Response Modeling of Forced-Choice Questionnaires. Educational and Psychological Measurement, 71(3), 460-502. https://doi.org/10.1177/0013164410375112
Brown, A., & Maydeu-Olivares, A. (2012). Fitting a Thurstonian IRT model to forced-choice data using Mplus. Behavior Research Methods, 44(4), 1135-1147. https://doi.org/10.3758/s13428-012-0217-x
Brown, A., & Maydeu-Olivares, A. (2013). How IRT Can Solve Problems of Ipsative Data in Forced-Choice Questionnaires. Psychological Methods, 18(1), 36-52. https://doi.org/10.1037/a0030641
Brown, A., & Maydeu-Olivares, A. (2018). Modeling forced-choice response formats. In P. Irwing, T. Booth, & D. Hughes (Eds.), The Wiley Handbook of Psychometric Testing (pp. 1-64). John Wiley & Sons.
Cao, M., & Drasgow, F. (2019). Does forcing reduce faking? A meta-analytic review of forced-choice personality measures in high-stakes situations. Journal of Applied Psychology, 104(11), 1347-1368. https://doi.org/10.1037/apl0000414
Carvalho, L. F., & Ambiel, R. A. (2017). Construção de Instrumentos Psicológicos. In B. F. Damásio, & J. C. Borsa, Manual de Desenvolvimento de Instrumentos Psicológicos (pp. 39-55). Vetor.
Clark, L. A., & Watson, D. (2019). Constructing validity: New developments in creating objective measuring instruments. Psychological assessment, 31(12), 1412-1427. https://doi.org/10.1037/pas0000626
Damásio, B. F., & Dutra, D. F. (2017). Análise Fatorial Exploratória: um tutorial com o software factor. In B. F. Damásio, & J. C. Borsa, Manual de Desenvolvimento de Instrumentos Psicológicos (pp. 241-265). Vetor.
Franco, V. R., Valentini, F., & Iglesias, F. (2017). Introdução à Análise Fatorial Confirmatória. In B. F. Damásio, & J. C. Borsa, Manual de Desenvolvimento de Instrumentos Psicológicos (pp. 295-322). Vetor.
Gwet, K. L. (2008). Computing inter-rater reliability and its variance in the presence of high agreement. British Journal of Mathematical and Statistical Psychology, 61(1), 29-48. https://doi.org/10.1348/000711006X126600
Hallquist, M. N., & Wiley, J. F. (2018). MplusAutomation: An R Package for Facilitating Large-Scale Latent Variable Analyses in Mplus. Structural Equation Modeling, 25(4), 621-638. https://doi.org/10.1080/10705511.2017.1402334
Hernández-Nieto, R. A. (2002). Contributions to statistical analysis. Universidade de Los Andes.
Landis, J. R., & Koch, G. G. (1977). The measurement of observer agreement for categorical data. Biometrics, 33(1), 159-174.
Pacico, J. C. (2015). Como é Feito um Teste? Produção de Itens. In Hutz, C. S., Bandeira, D. R., & Trentini, C. M. (Orgs.) Psicometria (pp. 55-70). Artmed.
Petrides, K. V., Furnham, A., & Mavroveli, S. (2007). Trait emotional intelligence: Moving forward in the field of EI. In G. Matthews, M. Zeidner, & R. D. Roberts (Eds.), Series in affective science. The science of emotional intelligence: Knowns and unknowns (pp. 151-166). Oxford University Press.
Polit, D. F., & Beck, C. T. (2006). The Content Validity Index: are you know what’s being reported? Critique and recommendations. Research in Nursing & Health, 29, 489-497.
R Core Team. (2019). R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing. https://www.r-project.org
Roger-Welter, G. M. (2014) Teste HumanGuide – Manual (Vol. 1.).
Roger-Welter, G. M., & Capitão, C. G. (2007). Medidas Ipsativas na Avaliação Psicológica. Avaliação Psicológica, 6(2), 157-165. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-04712007000200006&lng=pt&tlng=pt
Shrout, P. E., & Fleiss, J. L. (1979). Intraclass correlations: uses in assessing reliability. Psychological Bulletin, 86(2), 420-428.
Siegel, S., & Castellan, H. J. (2006). Estatística não paramétrica para ciências do comportamento (2. ed.). Artmed.
Sivo, S. A., Fan, X., Witta, E. L., & Willse, J. T. (2006). The search for "optimal" cutoff properties: Fit index criteria in structural equation modeling. The Journal of Experimental Education, 74(3), 267-288. https://doi.org/10.3200/JEXE.74.3.267-288
Thurstone, L. L. (1927). A law of comparative judgment. Psychological Review, 34(4), 273-286. https://doi.org/10.1037/h0070288
Thurstone, L. L. (1931). Rank order as a psychophysical method. Journal of Experimental Psychology, 14(3), 187-201. https://doi.org/10.1037/h0070025
Valentini, F. (2018). Modelo latente para itens de escolha forçada. Avaliação Psicológica, 17(1), 1-2. http://dx.doi.org/10.15689/ap.2017.1701.ed
Zacharias, J. J. M. (2000). QUATI: Questionário de Avaliação Tipológica (versão II). Vetor.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Paloma Pereira de Almeida, Juliane Callegaro Borsa, J. Landeira-Fernandez

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

