Percepções e limites do fazer científico: o caso da Imperial Comissão Científica de Exploração (1859-1861)

  • Karoline Viana Teixeira Universidade Federal do Ceará
Palavras-chave: ciência, história, viagem

Resumo

Considerada a primeira viagem científica composta exclusivamente por naturalistas brasileiros, a Comissão Científica de Exploração refletia o esforço do Império brasileiro na promoção de descobertas que viessem a alavancar a economia do país, como ocorria nas nações europeias do século XIX. A despeito das críticas, escassez de verbas e desavenças que minaram a continuidade dos seus trabalhos, gostaria de abordar aqui a experiência da Comissão Científica dentro das possibilidades e limites no uso da ciência como braço intelectual do desenvolvimento do Império brasileiro, num país que buscava lidar com a herança colonial e, ao mesmo tempo, estabelecer-se como nação moderna e civilizada, capaz de empreender o conhecimento de seu próprio território.

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Biografia do Autor

Karoline Viana Teixeira, Universidade Federal do Ceará
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Ceará (UFC)

Referências

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Publicado
2015-11-23
Como Citar
Teixeira, K. V. (2015). Percepções e limites do fazer científico: o caso da Imperial Comissão Científica de Exploração (1859-1861). Oficina Do Historiador, 8(2), 43-59. https://doi.org/10.15448/2178-3748.2015.2.21902