A revolta estudantil e a luta pela democratização do sistema educacional chileno

  • Rafael Betencourt UERJ
Palavras-chave: Movimento estudantil, Chile, América Latina.

Resumo

Desde 2011 a acção do movimento estudantil chileno vem constantemente atraindo a atenção do mundo e se apresenta actualmente como um importante ator político naquele país. A luta dos estudantes chilenos por uma educação pública e gratuita cresceu reverberando os ecos da Primavera Árabe e dos “indignados” na Europa, evidenciando uma crise do modelo de democracia representativa e indicando novamente as ruas como um forte espaço de política. Qualquer análise sociopolítica de tal movimento é dependente da compreensão do seu papel histórico naquela sociedade. O presente artigo pretende abordar a formação social  do movimento dos estudantes chilenos, apresentando a luta contra a herança institucional educacional estabelecida na transição da ditadura de Pinochet  para o projeto consensual de uma nova democracia chilena. Dessa forma as demandas políticas dos estudantes chilenos esbarram nos limites de qualquer tipo de transformação radical imposta por um  histórico consenso democrático entre direita e esquerda. As ruas ainda seguem sendo  alternativa para a crise  institucional de representatividade que a sociedade chilena enfrenta desde de sua transição para a democracia.

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Biografia do Autor

Rafael Betencourt, UERJ

Graduado em História pela PUC- Rio.

Especialista em Direitos Humanos pela Universidade de Coimbra.

Mestre em História Moderna e Contemporanea pelo ISCTE- Lisboa.

Doutorando em História Social pela UERJ.

Area: América Latina.

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Publicado
2016-12-21
Como Citar
Betencourt, R. (2016). A revolta estudantil e a luta pela democratização do sistema educacional chileno. Oficina Do Historiador, 9(2), 175-192. https://doi.org/10.15448/2178-3748.2016.2.21321
Seção
Artigos