ANTÔNIO JOSÉ DE MORAES: NOTAS SOBRE A TRAJETÓRIA DE UM CIRURGIÃO PORTUGUÊS NO BRASIL MERIDIONAL NO SÉCULO XIX

  • Raul Rois Schefer Cardoso UNILASALLE
Palavras-chave: Elite. Escravidão. Estratégias.

Resumo

em 1863, numa fazenda localizada às margens do Rio Taquari, cerca de 100 quilômetros de Porto Alegre, uma insurreição escrava se anunciou. As autoridades provinciais e locais rapidamente se mobilizaram, e os cabeças do movimento foram presos e levados para a capital da província, onde foram devidamente interrogados. O lócus daquele movimento foi a fazenda da Conceição, pertencente ao cirurgião Antônio José de Moraes, onde cerca de 168 cativos viviam. O inquérito policial evidencia que não se tratou de um movimento insurrecional, mas de uma desordem, que objetivava a garantia de manutenção de direitos costumeiros. Pesquisas posteriores nos permitiram verificar que essa fazenda pertencia, até o ano anterior, ao Barão de Guaíba (falecido em 1862) e que o cirurgião Moraes era seu compadre e herdeiro universal. Partindo desta comunidade escrava específica, pretendemos dialogar com fenômenos amplos e complexos que marcaram a sociedade brasileira na segunda metade do século XIX investigando, de quais formas a perda de legitimidade da escravidão, o fim do tráfico internacional de escravos (1850), o tráfico interprovincial, a imigração européia, a Guerra do Paraguai, a Lei do Ventre Livre (1871) e a abolição impactaram e influenciaram essa comunidade de senzala.

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Publicado
2014-10-17
Como Citar
Schefer Cardoso, R. R. (2014). ANTÔNIO JOSÉ DE MORAES: NOTAS SOBRE A TRAJETÓRIA DE UM CIRURGIÃO PORTUGUÊS NO BRASIL MERIDIONAL NO SÉCULO XIX. Oficina Do Historiador, 1334-1349. Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/oficinadohistoriador/article/view/19026