Coerência: de Leibniz a Hegel

Palavras-chave: substância, mônada, consciência, reflexão, equilíbrio, coerência

Resumo

Enquanto Leibniz tenta aproximar sua filosofia aos princípios da matemática, através da formulação de um modelo científico que em última instância reduz tudo o que existe a uma substância única e imutável (mônada), Hegel traz a consciência humana para o primeiro plano, ordenando todos os demais elementos em categorias que se desenvolvem a partir da reflexão. Entretanto, ambas as teorias conservam uma característica em comum: uma certa coerência, uma tendência ao equilíbrio, que para Leibniz faz parte da natureza de cada mônada, ao passo que, para Hegel, a coerência é fundamental e inerente à consciência humana. Eis aqui a ideia central do presente artigo, estudar de que modo essa harmonia se desenvolve em ambas as teorias, analisando suas principais características e seus pontos de divergência e convergência. 

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Biografia do Autor

Michele Borges Heldt, UNISINOS
Doutoranda em Filosofia - Unisinos

Referências

HEGEL, G.W.F. Enciclopédia das Ciências Filosóficas em Compêndio. I A Ciência da Lógica. São Paulo: Edições Loyola, 2012, 3ª edição.

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LUFT, Eduardo. Para uma crítica interna ao sistema de Hegel. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1995.

MAGEE, Bryan. História da Filosofia. São Paulo: Edições Loyola, 2011, 5ª edição.

Publicado
2016-08-30
Como Citar
Heldt, M. B. (2016). Coerência: de Leibniz a Hegel. Intuitio, 9(1), 53-67. https://doi.org/10.15448/1983-4012.2016.1.23168
Seção
Artigos