Indústria cultural: quando a arte encontra a mercadoria

  • Adriano Bueno Kurle (PUCRS) PUCRS
Palavras-chave: indústria cultural, fetichismo, reificação

Resumo

Este trabalho tem como intenção abordar o tema da indústria cultural em Adorno e Horkheimer, focando nos textos A indústria cultural: o esclarecimento como mistificação das massas (quarto capítulo do livro Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos), escrito por Adorno e Horkheimer em parceria, e O fetichismo na música e a regressão da audição, de Adorno. A indústria cultural surge como consequência do capitalismo e do fetichismo da mercadoria. Ela industrializa (através dos novos meios tecnológicos e da nova lógica de produção) a cultura, transformando-a em mercadoria. Buscaremos mostrar, através da análise de Adorno e Horkheimer da indústria cultural, como a arte se torna objeto de comércio do entretenimento e da propaganda. Com isto amplia-se o acesso das massas à arte, mas, por outro lado, limita-se toda a comercialização cultural a produtos que se adéquam ao padrão comercial da indústria cultural. Por contrapartida, a tendência de condicionamento da produção estética acaba por condicionar o gosto e o juízo estético, que em certo ponto encontram-se totalmente anulados pelo hábito da repetição e pela sensação de distração (que coloca o espectador em posição não reflexiva) da arte como entretenimento.

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Biografia do Autor

Adriano Bueno Kurle (PUCRS), PUCRS
Filosofia: pesquisa em ontologia, música e filosofia social.
Publicado
2013-06-16
Como Citar
Bueno Kurle (PUCRS), A. (2013). Indústria cultural: quando a arte encontra a mercadoria. Intuitio, 6(1), 103-122. Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/intuitio/article/view/13456
Seção
Artigos