O filósofo, o corpo e o inteligível no Fédon

  • João Paulo Miranda (UFC) UFC
Palavras-chave: Platão, Filosofia Antiga, Fédon.

Resumo

O escopo deste trabalho é abordar o percurso ético-cognitivo necessário para a efetivação do papel do filósofo presente no Fédon, um dos diálogos mais famosos de Platão, levando em consideração novas concepções decorrentes de um já conhecido embate hermenêutico proveniente do altíssimo quilate literário do texto referido. Na presente abordagem, o sensível não ocupa um local pejorativamente secundário e diminuto, constituído de cópias imperfeitas e fonte de enganos, passando, com isso, a exercer uma função de relevância fundamental na construção da filosofia platônica, sendo, portanto, o âmbito da efetivação do exame e do exercício dialético. Aqui, nossa intenção é abordar tal concepção, que engloba tanto o plano sensível quanto o inteligível, fazendo, desta maneira, necessária alusão à incessante busca dialética socrático-platônica, onde a práxis e a conduta ética do indivíduo são fatores imprescindíveis para que ocorra o importantíssimo salto epistêmico rumo a um conhecimento mais verdadeiro e essencial que constituirá o verdadeiro caráter do amante da sabedoria.

 

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Biografia do Autor

João Paulo Miranda (UFC), UFC
Possui graduação e atualmente é discente no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Ceará. Possui especialização em Filosofia Antiga com ênfase na área de ética e filosofia e literatura.
Publicado
2013-06-16
Como Citar
Paulo Miranda (UFC), J. (2013). O filósofo, o corpo e o inteligível no Fédon. Intuitio, 6(1), 96-102. Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/intuitio/article/view/13425
Seção
Artigos