Estudos Ibero-Americanos
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<p>A revista <em>Estudos Ibero-Americanos (EIA)</em>, instituída em 1975, é a revista científica oficial do Programa de Pós-Graduação em História da Escola de Humanidades da PUCRS. É editada quadrimestralmente em plataforma eletrônica (ISSN 1980-864X), sob a direção da Edipucrs, com fluxo contínuo de submissão e avaliação Qualis/Capes A2 (2013-2016) na área principal. O escopo primário da revista é publicar textos relativos à área de História, mas a publicação também aceita contribuições relevantes de outras áreas das Ciências Humanas, como Filosofia, Ciências Sociais e História da Educação. São publicados artigos originais, resenhas de artigos e entrevistas, aceitos nos idiomas <strong>português</strong>, <strong>espanhol</strong> e <strong>inglês</strong>, balizados pelas normas bibliográficas atualizadas da ABNT.</p>Editora da PUCRS - ediPUCRSpt-BREstudos Ibero-Americanos0101-4064<p><strong>Direitos Autorais</strong></p><p>A submissão de originais para a <strong>Estudos Ibero-Americanos</strong> implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação. Os direitos autorais para os artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos da revista sobre a primeira publicação. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente a <strong>Estudos Ibero-Americanos</strong> como o meio da publicação original.</p><p><strong>Licença Creative Commons</strong></p><p>Exceto onde especificado diferentemente, aplicam-se à matéria publicada neste periódico os termos de uma licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank"><strong>Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional</strong></a>, que permite o uso irrestrito, a distribuição e a reprodução em qualquer meio desde que a publicação original seja corretamente citada.</p>Dossiê Pan-americanismo
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Nathalia HenrichLuciano Aronne de Abreu
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2020-12-162020-12-16463e38464e3846410.15448/1980-864X.2020.3.38464A Pan-americanização do trabalho no período de entreguerras
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<p>No presente artigo tratamos das conexões e relações estabelecidas pelos países americanos com a Organização Internacional do Trabalho no período de entreguerras. O marco do relacionamento foi estabelecido em duas instancias paralelas nas Conferências Internacionais de países membros da OIT e nas Conferências de Países Americanos ou Conferências Pan-americanas que tiveram lugar paralelamente e com seus próprios tempos. Enquanto na OIT se constituía um reconhecimento de situações e problemas comuns aos países latino-americanos, nas Conferências Pan-americanas se incorporava a questão do Trabalho e dos trabalhadores às temáticas que deveriam ser discutidas. Aqui tratamentos a forma em que se produz o reconhecimento mútuo e a necessidade de estabelecer pautas de comportamento comum para América Latina e no âmbito das organizações internacionais.</p>Norberto O. Ferreras
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2020-12-162020-12-16463e36343e3634310.15448/1980-864X.2020.3.36343A National Paper and Type Co. e os negócios pan-americanos (1900-1930)
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<p>Este trabalho aborda a história do pan-americanismo a partir da análise de um caso particular: as atividades comerciais e o discurso publicitário da empresa americana denominada National Paper and Type Co. Esta empresa monopolizou o nicho de mercado para exportação de máquinas e produtos para impressão (papel e tinta) fabricados nos Estados Unidos para distribuição em toda a América Latina. Foi a principal fornecedora dos insumos com os quais foram produzidos os jornais mais notáveis da região. Ao dominar esse mercado, construiu o alicerce da estrutura material da esfera pública. Foi uma disseminadora ativa do discurso pan-americano que aproveitou a oportunidade para garantir clientes, promover uma cultura de negócios na América Latina típica da sociedade anglo-saxônica e cultivar uma mentalidade que incentivava o consumo. Promoveu uma avaliação muito importante da América Latina e fortaleceu os elos propostos por essa utopia de proximidade que imaginava uma Pan-América unida. Esse intermediário comercial e cultural construiu uma ponte de comunicação que contribuiria para o fortalecimento de uma esfera pública transnacional.</p> <p> </p> <p> </p> <p> </p>Ana Maria Serna
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2020-12-162020-12-16463e36434e3643410.15448/1980-864X.2020.3.36434O Código da Paz e a trama do pan-americanismo na década de 1930
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<p>O Código da Paz era una proposta da diplomacia mexicana para a construção de um instrumento legal capaz de aglutinar os tratados e acordos anteriores e proporcionar maior efetividade, criando instâncias permanentes para intervir em caso de conflitos no país o continente. Como este artigo pretende mostrar através da documentação de Alfonso Reyes, sua origem e desenvolvimento durante la década da 1930 estavam relacionados à decisão de transformar o México em um negociador qualificado das Conferências Pan-Americanas. Assim, através de um estúdio de caso pouco analisado até o momento, pode-se observar o papel do México na triangulação entre os desejos hegemônicos dos Estados Unidos e da Argentina. Pretende-se fortalecer as interpretações que analisam o pan-americanismo como um enredo complexo de múltiplas negociações, desmitificando a ideia de que era um cenário em que os países latino-americanos tiveram pouca influência e baixa capacidade de negociação</p>Alexandra Pita González
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2020-12-162020-12-16463e36421e3642110.15448/1980-864X.2020.3.36421Do declínio conservador e ascendência liberal
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<p>É crescente ao final do Império a crítica à política externa imperial por parte de elementos ligados ao Partido Liberal. Em comum, ambos liberais monarquistas e republicanos acusavam a diplomacia saquarema de antiamericana. Findado o ciclo de intervenção platina, emerge, a partir dos anos 1860, o clamor por maior aproximação continental. Partindo da análise dos anais parlamentares, diplomáticos e do Conselho de Estado, assim como de fontes jornalísticas, este trabalho terá por propósito a análise do panamericanismo no pensamento liberal brasileiro nas décadas finais do século XIX. Argumentaremos que, a partir da diferenciação axiológica entre liberais e conservadores, o discurso panamericanista foi uma constante no pensamento dos primeiros. Não por acaso, serão eles, quando no poder, os responsáveis pela aproximação continental da nascente diplomacia republicana. </p>Elizeu Santiago Tavares de Sousa
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2020-12-162020-12-16463e36437e3643710.15448/1980-864X.2020.3.36437O pan-americanismo e o projeto de construção de um passado comum para os países das Américas
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<p>Este artigo se divide em duas seções. A primeira delas é dedicada ao estudo da União Pan-Americana, com ênfase para a apresentação de seus objetivos centrais. Um destes objetivos foi a busca por criar um sentimento de unidade entre os diferentes países das Américas. Na segunda seção será analisada uma publicação da União Pan-Americana – a coleção intitulada “Pan-American Patriots”2. Neste artigo será argumentado que a União Pan-Americana buscou fomentar a ideia de pan-americanismo, a qual ganha um passado que, a partir de então, passa a abarcar boa parte dos países das Américas. O artigo se insere na área da história da historiografia e parte das análises desenvolvidas pelos estudos decoloniais.</p>Gabriela Correia da Silva
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2020-12-162020-12-16463e36345e3634510.15448/1980-864X.2020.3.36345Entre cores e luzes
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<p>O artigo tem como objetivo analisar as ideias sobre o Pan-americanismo que estiveram presentes na organização e execução da Exposição Internacional Pan-Americana de Búfalo, Nova Iorque, realizada em 1901. Sendo recorrentemente lembrada pelo assassinato do presidente William McKinley por um anarquista durante a Exposição, ela representou uma exibição das ideias imperialistas presentes na perspectiva pan-americana, demonstrando também os seus limites. Essa exposição foi caracterizada pela utilização da eletricidade e do uso de cores que demonstravam a pujança tecnológica e a abundância de recursos naturais do continente, atribuindo-se a ela a designação de “rainbow city”. Ela foi marcada ainda pelo forte apelo às ideias evolucionistas, esboçadas no percurso de suas avenidas. Nesse sentido, procura-se traçar aqui os principais ideais que conduziram a ação da Companhia da Exposição Pan-Americana na organização do evento.</p>Mônica de Souza Nunes MartinsTeresa Cribelli
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2020-12-162020-12-16463e36443e3644310.15448/1980-864X.2020.3.36443Folclore, Literatura e Pan-americanismo
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<p>Este artigo analisa duas viagens acadêmicas feitas por especialistas estadunidenses à Argentina durante a Segunda Guerra Mundial. Ralph Steele Boggs, folclorologista da Universidade da Carolina do Norte que chegou a Buenos Aires em 1940; e Edward Larocque Tinker, doutor em literatura reconhecido por suas colunas de domingo no New York Times, que chegou ao país em 1945. Ambos foram precursores da “unidade pan-americana”, estabeleceram contatos com instituições locais e exerceram diferentes atividades. A partir dos documentos internos e das publicações da instituição anfitriã de Boggs na Argentina e do arquivo privado de Edward Larocque Tinker, pretendemos em investigar como eles articularam os discursos pan-americanos com as representações de identidade nacional que estavam em plena expansão naquele período e quais foram os efeitos de sua visita na sociedade estadunidense.</p>Matias Emiliano Casas
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2020-12-162020-12-16463e36348e3634810.15448/1980-864X.2020.3.36348Entrevista com Carlos Marichal Salinas
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Henrich NathaliaLuciano Aronne de Abreu
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2020-12-162020-12-16463e38452e3845210.15448/1980-864X.2020.3.38452Sexualidade subversiva e performatização dos gêneros a partir dos processos inquisitoriais de Violante Carneiro e Margarida Carneiro
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<p>Em conjunturas desfavoráveis, marcadas pela vigência de um sistema patriarcal e misógino, o interesse em contar com o sobrenatural representou para algumas mulheres uma importante ferramenta de resposta a esse contexto normativo. O universo das relações sociais, o interesse em controlar as vontades de outrem para a realização de enlaces amorosos, incluindo casamentos ou mesmo a salvação das vidas conjugais, foram registrados na documentação inquisitorial, ainda mais quando estiveram associados ao protagonismo almejado pelas mulheres. Este trabalho busca, portanto, investigar, à luz das relações de gênero, as trajetórias de Violante Carneiro e Margarida Carneiro, processadas pelas autoridades da visitação inquisitorial realizada na América portuguesa (1591-1595). Pretende-se, assim, investigar como a sexualidade serviu para essas mulheres como ferramenta de subversão, em que práticas mágico-religiosas foram utilizadas como meio para alcançar autonomia em suas vidas.</p>Marcus Vinícius Reis
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2020-12-162020-12-16463e33775e3377510.15448/1980-864X.2020.3.33775Cordões e Canboulay Bands
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<p>Este artigo pretende analisar de forma transnacional performances negras carnavalescas dos cordões e das canboulay bands nas cidades de Rio de Janeiro, Brasil, e Port-of-Spain, Trindad e Tobago, no período Pós Abolição. Pretende-se compreender as estratégias coletivas de sujeitos negros para construir espaços de autonomia e reivindicar e ocupar espaços públicos em contextos de hegemonia de visões racializadas e racistas. Essa perspectiva comparativa nos permite refletir sobre o Pós-Abolição como problema histórico Atlântico, aproximando o Caribe e o Atlântico Sul. Para tanto, utilizaremos fontes primárias de arquivos no Rio de Janeiro e em Londres, especialmente documentação policial e governamental, no National Archives, e no Arquivo Nacional do Brasil, e periódicos, arquivados na British Library e na Biblioteca Nacional. Concluímos que os sujeitos criadores dos cordões e canboulay bands produziram performances negras dissidentes e comunicaram a públicos amplos e variados identidades que conjugavam práticas afro americanas e expressões de resistência aos ataques de forças públicas, ao passo que reforçavam sua humanidade frente a estereótipos sobre o ser negro no Pós-Abolição nas Américas, seja em contexto colonial seja em uma república independente.</p>Eric Brasil
Copyright (c) 2020 Eric Brasil
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2020-12-162020-12-16463e33507e3350710.15448/1980-864X.2020.3.33507Ícone de um passado a ser esquecido
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<p>Este artigo analisa as controvérsias surgidas entre representantes da Igreja católica e vereadores municipais de Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul, pela decisão em demolir ou não uma igreja matriz. De um lado, estavam o padre local e o bispo empenhados na preservação do prédio católico; do outro, vereadores buscando o aval do governo provincial e da própria Igreja para demolir o templo, argumentando que seu “aspecto miserável” era vergonhoso para a cidade moderna que se queria construir. Para refletir a respeito dessa desavença, sucedida entre 1884 e 1888, é preciso, primeiro, analisar o que levou a matriz a chegar ao seu aspecto ruinoso. Para isso, iremos utilizar as correspondências trocadas entre a Câmara Municipal de Vereadores de Santa Maria e o governo provincial. Em um segundo momento deste artigo, se fará necessário explicar os significados daquela igreja e as ideias que estavam por trás da tentativa de derrubá-la. Acreditamos que a expectativa da chegada da ferrovia à cidade fez com que os vereadores tomassem atitudes controversas, gerando tensão com os representantes da Igreja católica e do governo provincial. Como contexto geral, temos as relações entre religião, política e modernidade na segunda metade do século XIX, revelando conflitos entre Igreja e Estado no final do Império e início da República.</p>Alexandre Karsburg
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2020-12-162020-12-16463e33033e3303310.15448/1980-864X.2020.3.33033O campo universitário como espaço de expectativa autoritária
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<p>A proposta do presente estudo é analisar a relação entre duas modalidades de adquirir e professar a cultura que concorrem no universo intelectual argentino durante as primeiras décadas do século XX, a saber, a esfera privada de produção cultural e a universidade oficial, ligada ao Estado. Trata-se de compreender de que forma a ampla rede de revistas literárias que caracteriza a Buenos Aires desse contexto se desenvolveu em relação de tensão com a profissionalização da Universidade que se acentuou a partir da Reforma de Córdoba, em 1918. Ao fim, este artigo pretende lançar luz sobre a possibilidade de abordar o campo intelectual a partir da inspiração de Carl Schorske, em Viena Fim de Século, considerando que os fenômenos intelectuais e culturais não se sucedem ou se enfrentam apenas em si mesmos, como unidades temáticas consistentes (diacrônicas) mas, sim, que eles estão relacionados, também, de modo sincrônico, às demais manifestações culturais e políticas de seu tempo.</p>Alexandra Tedesco
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2020-12-162020-12-16463e33293e3329310.15448/1980-864X.2020.3.33293A crise do pensamento constitucional da Primeira República
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<p>O artigo busca reconstruir e analisar criticamente como se desenrolou a crise do pensamento constitucional da Primeira República no plano da História das Ideias. O objetivo desse estudo é resgatar os debates que tomaram conta da inteligência jurídica brasileira durante a década de 1920, mostrando as diferentes percepções da crise do discurso liberal no Brasil a partir da lente dos seus juristas.</p>Luis Rosenfield
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2020-12-162020-12-16463e36580e3658010.15448/1980-864X.2020.3.36580Mário Pedrosa e José Carlos Mariátegui
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<p>Este artigo pretende investigar e problematizar acerca dos diferentes níveis de proximidade e similaridade dos percursos intelectuais e políticos de dois pensadores latino-americanos: Mário Pedrosa, no Brasil, e José Carlos Mariátegui, no Peru. Eles provavelmente sejam parte de uma mesma geração de militantes e intelectuais latino-americanos que buscava na interpretação crítica da realidade, traduzida em trajetórias comuns das metodologias e práticas de investigação, da reflexão teórica, além de suas atividades políticas, os caminhos para construir perspectivas de superação dos limites estreitos do desenvolvimento econômico e cultural em seus países. E, nesse sentido, busca-se referências para esta investigação não apenas nos debates historiográficos, mas no diálogo entre as correspondências e obras mais significativas de Mariátegui e Pedrosa. Após uma breve exposição biográfica e comparativa dos dois autores e de suas atividades políticas, pretende-se expor os pontos de contatos de suas reflexões e atividades nos campos da economia e do pensamento político e de suas contribuições comuns no terreno da crítica cultural.</p>Everaldo Oliveira Andrade
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2020-12-162020-12-16463e33524e3352410.15448/1980-864X.2020.3.33524América Latina no Movimento dos Países Não Alinhados
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<p>O artigo estuda a participação das nações latino-americanas no Movimento dos Países Não Alinhados durante a Guerra Fria. Pergunta-se sobre as razões que levaram um significativo número de países do continente a aderir ao Movimento, a maioria deles entre 1973 e 1983. Através da análise de fontes primárias e secundárias, sete casos são examinados: Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Nicarágua, Panamá e Peru. Estabelece-se que, principalmente, as nações latino-americanas procuraram, através de sua participação no Movimento, aumentar sua autonomia e aprofundar ou completar sua soberania. Finalmente, argumenta-se que o Não Alinhamento na América Latina se relacionava mais com a longa história da descolonização do que com a conjuntural Guerra Fria.</p>Germán Alburquerque
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2020-12-162020-12-16463e33649e3364910.15448/1980-864X.2020.3.33649O Plano Real visto de fora
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<p>O presente artigo pretende analisar como as quatro mais importantes publicações econômicas do mundo (The Economist, Financial Times, New York Times e The Wall Street Journal) perceberam a implementação do Plano Real em 1994. O objetivo central do artigo é analisar a percepção anglo-americana sobre o Brasil da época, com foco nas questões políticas e econômicas do país. A análise das publicações aqui realizada compreende os anos de 1993 e 1994, com um olhar detalhado para as eleições presidenciais de 1994. A pesquisa vem a evidenciar os vícios de análise das publicações, bem como os valores anglo-saxônicos influenciam a percepção sobre a América Latina.</p>Bruno Henz Biasetto
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2020-12-162020-12-16463e35207e3520710.15448/1980-864X.2020.3.35207O negacionismo renovado e o ofício do Historiador
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<p>O intuito de tal artigo é entender a ampliação do conceito “negacionismo” que, nos últimos anos, não ficou restrito à contestação da existência do Holocausto, mas ampliou-se para outras áreas do saber, tanto dentro como fora da História. Diante de tal perspectiva ampla salienta-se a repercussão da narrativa negacionista no campo historiográfico, levantando-se a hipótese que a necessidade de se contrapor a tal discurso levou a um embate epistemológico dentro da disciplina, ainda no final dos anos 1990. A partir daí pretende-se averiguar como a narrativa negacionista ganhou legitimidade nos últimos dez anos por meio das redes sociais e da ascensão de políticas conservadoras, salientando a importância do papel ativo dos historiadores e de seu ofício nesse momento marcado pela necessária tomada de posição frente à disseminação de tais leituras proselitistas acerca do passado.</p> <p><strong> </strong></p>Carlos Gustavo Nóbrega de JesusEdgar Avila Gandra
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2020-12-162020-12-16463e38411e3841110.15448/1980-864X.2020.3.38411Avaliadores 2020
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<p>---</p>Tatyana de Amaral MaiaLuciana Murari
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2020-12-182020-12-18463e39678e3967810.15448/1980-864X.2020.3.39678