Violência, agitação global, e capitalismo avançado: os motins ingleses de 2011

  • Daniel Briggs
Palavras-chave: Inglaterra, motins, politica de protesto, democracia ocidental.

Resumo

Ao longo dos últimos cinco anos ou mais, temos assistido ao aumento de formas de violência e instabilidade em todo o mundo. Nos meios de comunicação, representações de violência são apresentadas como ações de resistência a regimes opressivos e políticos corruptos, mas são, no entanto, ao mesmo tempo, desligadas de uma política global que está em colapso de várias maneiras: na instabilidade do mercado, no aumento da austeridade, desemprego e marginalização; talvez um sinal de que a orgia da globalização esteja atingindo seu clímax. Tudo isto teve reflexos em várias cidades inglesas em 2011. Neste artigo discuto essas manifestações – por que elas aconteram e a resposta do Estado – e ainda também como eles devem ser considerados como parte de outras formas de violência e insatisfação contra regimes opressivos e política corrupta, como uma resposta coletiva para um sistema global à beira de um colapso – na Europa, no Oriente Médio, ou na América Latina – ou seja, como resultado da desenfreada busca sem fim de lucro à custa de milhões de pessoas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ANGEL, H. Were the riots political? In: Safer Communities Special Edition on the riots, v. 11, p. 24-32, 2012.

BAUMAN, Z. Work, consumerism and the new poor. New York: Open University Press, 2005.

BENYON, J. Scarman and After: Essays reflecting on Lord Scarman’s Report , the riots and their aftermath. London: Pergamon Press, 1984.

BODY-GENDROT, S. Disorder in world cities: Comparing Britain and France. Cited online at <http://www.opendemocracy.net/ourkingdom/sophie-body-gendrot/disorder-in-world-cities-comparing-britainand-france?utm_source=feedblitz&utm_medium=FeedBlitzEmail&utm_content=201210&utm_campaign=Nightly_2011-08-16%2005:30>.

BRIGGS, D. The English Riots of 2011: A Summer of Discontent. Hampshire: Waterside Press, 2012a.

BRIGGS, S. Rurality and the riots: From the Panel to the Village Pub. In: Briggs , D. (Ed.). The English Riots of 2011: A Summer of Discontent. Hampshire: Waterside Press, 2012b. p. 303-325. Guardian and LSE. Reading the riots: Investigating England’s Summer of Disorder. London, 2011.

HALL, S.; WINLOW, S.; ANCRUM, C. Criminal Identities and Consumer Culture: Crime, Exclusion and the New Culture of Narcissism. Cullompton: Willan, 2008.

MORRELL, G.; SCOTT, S.; MCNEISH, D.; WEBSTER, S. The August riots in England: Understanding the involvement of young people. London: National Centre for Social Research, 2011.

MOXON, D. Consumer culture and the riots of 2011. In: Sociological Research Online, v. 16, 2011.

PEARSON, G. Hooligan: A history of respectable fears. 1983.

SOLOMOS, J. Race, rumours and riots: Past, present and future. In: Sociological Research Online, v. 16, 2011.

LEA, J. Shock horror: Rioters cause riots! Criminals cause crime. British Society of Criminology Newsletter, n. 69, Winter 2011.

SCARMAN, Lord. J. The Brixton Disorders, 10-12th April (1981). London: HMSO, 1981.

TREADWELL, J.; BRIGGS, D.; WINLOW, S.; HALL, S. Shopocalypse Now: Consumer Culture and the English Riots of 2011. In: British Journal of Criminology, v. 53, 2013.

VEBLEN, T. The theory of the leisure class. Harmondsworth: Penguin, 1994.

ŽIŽEK, S. Living in the End Times. London: Verso Books, 2011.

Publicado
2015-11-29
Como Citar
Briggs, D. (2015). Violência, agitação global, e capitalismo avançado: os motins ingleses de 2011. Estudos Ibero-Americanos, 41(2), 285-306. https://doi.org/10.15448/1980-864X.2015.2.21302
Seção
Revoltas Populares Contemporâneas Numa Perspectiva Comparada