Nível de saúde e qualidade de vida de motoristas do transporte rodoviário, participantes do porto seco de Uruguaiana-RS.

  • Rodrigo da Silva Santos

Resumo

A cada dia que passa está mais consolidada a relação entre saúde e qualidade de vida. Apesar das relações serem mais amplas, passando o conceito de qualidade de vida por questões que envolvem fatores de ordem social, econômica, física e psicológica, fica evidenciado que apresentar uma boa saúde contribui de forma positiva e direta sobre o conceito de qualidade de vida. A preocupação em relação à saúde e qualidade de vida tem atingido diferentes classes trabalhistas. A nossa apreensão está voltada para os motoristas de transporte rodoviário, pois sem transporte de cargas realizado através das nossas rodovias, muitos dos produtos essenciais, além de matérias-primas para a construção de vários outros produtos, não chegariam às mãos de seus consumidores e produtores, dificultando a produção industrial nacional, o comércio externo e o consumo pela população. Sendo assim, o transporte de cargas rodoviárias é um dos pilares mais importantes para viabilizar vários outros setores da economia brasileira. Dessa forma, existe a necessidade de conhecer e interpretar as questões que afetam os fatores de saúde e qualidade de vida dos motoristas de transporte rodoviário, participantes do Porto Seco de Uruguaiana-RS, sabendo que o mesmo é o maior da América Latina e que nele passam diariamente em torno de 667 caminhões. O presente estudo caracteriza-se por ser uma pesquisa quantitativa, de caráter descritivo e transversal. A amostra foi constituída por 400 caminhoneiros. Os dados foram obtidos através de um questionário estruturado pelos pesquisadores, com questões de saúde, qualidade de vida e hábitos de vida. Além disso, foram realizadas as medidas de estatura e massa corporal e com elas calculado o Índice de Massa Corporal (IMC). Foi também avaliado a flexibilidade do quadril, costas e músculos posteriores dos membros inferiores (Teste de Sentar e Alcançar) e verificado a Pressão Arterial. Em relação à idade o 54% apresenta mais que 48 anos; 75% realiza essa atividade por mais de 10 anos. Em relação a classe econômica a maior concentração é na classe B2 (60,5%) que apresenta uma renda média de R$ 2.012,00 por mês; 91,5% não realiza atividade física ou esportiva; 14,5% fuma; 46% apresenta alguma dor ou desconforto com maior freqüência; 38% dormem menos de 6 horas por noite; 88% não realize nenhum tipo de alongamento; 46,5% apresenta algum tipo de estresse durante a jornada de trabalho; 61,5% já podem ser considerados com sobrepeso (pré-obesidade) e 31,5% são considerados obesos. A massa corporal foi de 88,813 ± 9,260 kg; estatura de 175,0 ± 6,38 cm; IMC de 30,0 ± 3,0 kg/m². Em relação à flexibilidade do quadril, costas e músculos posteriores dos membros inferiores a média foi de 13,7 ± 4,5 cm, sendo que 26,9% dos avaliados apresentou índice abaixo de 10 cm. A avaliação da Pressão Arterial apresentou média de 130,01 ± 11,20 mm/Hg e a Pressão Arterial Diastólica 86,29 ± 12,69 mm/Hg, sendo que 40% apresentou medidas acima de 140 mm/Hg para PAS e 90 para PAD.
Publicado
2009-03-30
Como Citar
Santos, R. da S. (2009). Nível de saúde e qualidade de vida de motoristas do transporte rodoviário, participantes do porto seco de Uruguaiana-RS. Revista Da Graduação, 2(1). Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/graduacao/article/view/5093
Seção
Ciências Humanas