A Formação Docente e o Paradigma da Educação Inclusiva: estudo de caso em uma Escola Municipal de Porto Alegre

  • Murilo Cabral Nunes

Resumo

No Brasil vem crescendo, nos últimos anos, o discurso em prol da Educação Inclusiva, com base na almejada “Educação para Todos”. Este é um fenômeno que ganha força a partir de 1990 com a aprovação da Declaração Mundial sobre Educação para Todos, na Conferência Mundial sobre o tema, em Jomtien na Tailândia. Esta conferência foi promovida pelo Banco Mundial, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Fundo das Nações Unidas para a Infância, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Mesmo que no centro das discussões esteja contemplada a idéia dos direitos universais dos seres humanos, é visível, com base em análises históricas, que a efetivação desta proposta carece de operacionalidade capaz de conduzir à realização da Educação para Todos, principalmente em se tratando de pessoas com necessidades especiais. É fundamental, entender, como se processa a Educação inclusiva no âmbito das ações do poder público e como estas ações repercutem no cotidiano das escolas, envolvendo a multiplicidade de valores, crenças, hábitos e costumes da comunidade escolar. Neste cenário de propostas inclusivas é necessário atentar para a formação dos/as professores/as tendo em vista que são eles/elas que, no cotidiano da sala de aula, os executores, em última instância, das propostas que surgem dos grandes centros decisórios, como é o caso da ONU. Para se pensar nesta atuação dos/as professores/as é, também, essencial avaliar o grau de responsabilidade do poder público em fornecer o aparato pedagógico para que a proposta se efetive, por meio dos processos contínuos de formação, assim como a responsabilidade das escolas de formação de professores/as na qualificação de profissionais preparados para enfrentar os dilemas cotidianos apresentados pelas relações econômicas, política e culturais que se estabelecem na sociedade. A educação inclusiva não se faz por decreto, pois, como diziam Marx e Engels (1984) os homens são aquilo que produzem.
Publicado
2009-03-23
Como Citar
Nunes, M. C. (2009). A Formação Docente e o Paradigma da Educação Inclusiva: estudo de caso em uma Escola Municipal de Porto Alegre. Revista Da Graduação, 2(1). Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/graduacao/article/view/5036
Seção
Ciências Socias