A ESTÉTICA DO ESPETÁCULO: Walter Benjamin: fragmentos

  • Caio Yurgel EDIPUCRS
Palavras-chave: Walter Benjamin, Estética, Espetáculo, Crítica, Fragmento,

Resumo

O objetivo deste ensaio (pois é um ensaio antes de ser uma monografia) é descer à urbe e analisá-la criticamente; aportar um olhar filosófico ao modo como certos fenômenos se produzem e se repetem – e se repetem ao ponto de destituírem-se de sentido. O ensaio toma a (fragmentária) obra completa de Walter Benjamin (1892-1940) como um mapa da cidade: percorre caminhos similares àqueles percorridos pelo filósofo alemão, porém atualizando-os aos dias atuais. Com isso, cumpre função dupla: de um lado, atualiza o pensamento de Benjamin, provando sua relevância e seu extremo eco mesmo setenta anos após sua morte; e, de outro, propõe um texto vivo, que almeja fazer a filosofia respirar e não soterrá-la debaixo de conceitos mofados que se exaurem em si mesmos e se restringem a um grupo muito pequeno de iniciados. Trata-se bem de um texto inscrito no âmbito da filosofia – e, mais precisamente, no da estética –, porém um que transitará por cinco outros territórios adjacentes: literatura, arquitetura, artes visuais, fotografia e cinema. Um conceito comum une tais territórios, o da estética do espetáculo. „Espetáculo‟ aqui proposto enquanto aquilo que se opõe a „crítica‟ – ou seja, enquanto o evento que causa barulho mas não reflexão; o evento que prenuncia a falência do espírito crítico. A incapacidade crítica é a porta de entrada para a estética do espetáculo.

Biografia do Autor

Caio Yurgel, EDIPUCRS
Gilbertto Keller
Como Citar
Yurgel, C. (2012). A ESTÉTICA DO ESPETÁCULO: Walter Benjamin: fragmentos. Revista Da Graduação, 5(2). Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/graduacao/article/view/12437
Seção
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas