A reação burguesa à crise capitalista e o processo de mercantilização do ensino superior no pós-1970

  • Larissa Dahmer Pereira

Resumo

O presente ensaio aborda, através de estudo bibliográfico, a crise do padrão de acumulação capitalista na década de 1970, as estratégias burguesas para o seu enfrentamento – através de amplos processos de reestruturação produtiva, difusão do projeto neoliberal de sociabilidade, mundialização financeira e reconfiguração do papel do Estado – e as conseqüências no que se refere ao padrão de cidadania construído ao longo do século XX, através de inúmeras lutas sociais. Uma das repercussões da reação burguesa à crise no padrão de acumulação capitalista foi o crescente processo de mercantilização dos direitos sociais, agora transfigurados em “serviços”. Assim, direitos sociais, como saúde, previdência, educação, passaram por amplos processos de mercantilização, o que também ocorreu com os sistemas de educação superior, principalmente nos países periféricos. Captar os fundamentos deste movimento generalizado de mercantilização do ensino superior é crucial para a compreensão dos processos particulares de reformas universitárias correntes nos países por todo o mundo, particularmente no Brasil. Este ensaio não pretende abordar as particularidades brasileiras, mas fornecer subsídios para a sua compreensão, o que nos obriga lançar os olhos para o movimento relacionado ao ensino superior em âmbito mundial no pós-1970.
Palavras-chave – Crise capitalista. Reação burguesa. Mercantilização dos direitos sociais. Sistemas de educação superior.

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Publicado
2006-11-23
Como Citar
Pereira, L. D. (2006). A reação burguesa à crise capitalista e o processo de mercantilização do ensino superior no pós-1970. Textos & Contextos (Porto Alegre), 5(1), 1-21. Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fass/article/view/1023
Seção
Condições Sócio-Históricas da Formação Profissional