Arquétipos da dualidade feminina no conto “Desenredo” de João Guimarães Rosa

  • Antonia Marly Moura da Silva UERN
  • José Vilian Mangueira UERN
Palavras-chave: Tutaméia, “Desenredo”, Personagem feminina, Arquétipos

Resumo

No conto “Desenredo”, integrante de Tutaméia (1967) de João Guimarães Rosa, os arquétipos da dualidade feminina emblematizam os atributos do posicionamento da mulher frente ao mundo. Adúltera, a personagem central é a Bruxa, a Grande prostituta, Lilith, encarnando a alma bacante, o protótipo dionisíaco, porém, no desfecho da narrativa, de forma mágica o amante consegue recompor aos olhos dos outros a imagem da mulher, temida e odiada pelos moradores do lugar. Reintegrando o arquétipo da Grande Mãe, a personagem passa a ser retratada como a Virgem, o arquétipo de Eva, representando a perfeição e a pureza: metas da aspiração masculina reconhecidas pela tradição de Eros. É, pois, seguindo essa linha de reflexão que faremos uma leitura do referido conto procurando reconhecer símbolos e arquétipos da dualidade expressos na arquitetura ficcional.

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Como Citar
da Silva, A. M. M., & Mangueira, J. V. (2012). Arquétipos da dualidade feminina no conto “Desenredo” de João Guimarães Rosa. Letras De Hoje, 47(2), 194-200. Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/view/11316
Seção
Guimarães Rosa e a Crítica Literária