Reflexões éticas sobre o cuidado humanizado na percepção dos enfermeiros

  • Aroldo Moreira da Fonseca Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Ana Cristina Viana Campos UFMG
  • Fernanda Maria Pereira Cotta Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Lilia da Rocha Borelli Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Bianca Santana Dutra
  • Júlio César Batista Santana Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Palavras-chave: humanização da assistência, cuidar, ética, enfermagem.

Resumo

Objetivo: compreender as reflexões éticas sobre o cuidado humanizado na percepção dos enfermeiros de um Hospital Público do interior de Minas Gerais. Materiais e Métodos: estudo qualitativo com inspiração fenomenológica. A pesquisa foi conduzida por uma questão norteadora: Qual a sua percepção enquanto enfermeiro assistencial do processo ético do cuidar? Os dados dessa pesquisa foram coletados no período de janeiro a fevereiro de 2008. A partir da análise dos dados, obtidos por meio de depoimentos, foram coletadas informações que promoveram reflexões favorecendo a elaboração de três categorias: a influência da ética no cuidado humanizado; respeito ao paciente, à família e à equipe; e necessidade de espaço de discussões sobre os conflitos éticos no processo do cuidar. Resultados: Os entrevistados demonstram entender a complexidade do conceito humanização e sua relação à ética do cuidado, além de estarem constantemente à procura de respostas que lhes assegurem a dimensão humana das relações profissionais, principalmente as associadas à autonomia e ao respeito à dignidade da pessoa humana. Para os entrevistados, a abertura de um espaço próprio para discussões é extremamente importante, visto que promoverá melhor entendimento das questões éticas, facilitando assim, a humanização do cuidar, principalmente da equipe de enfermagem. Conclusão: Para os enfermeiros do presente estudo existem falhas no desempenho do cuidado, e algumas posturas deixam a desejar. Pôde-se perceber que a consciência do relacionamento entre a equipe e com o paciente e seus familiares é fundamental. Para isso é preciso ser capaz de ouvir atentamente, ser sensível ao sofrimento do outro sem perder o foco profissional e conviver com as diferenças.

Biografia do Autor

Aroldo Moreira da Fonseca, Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Especialista em Enfermagem em Urgência, Emergência e Trauma, Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Ana Cristina Viana Campos, UFMG
Departamento de Odontologia Social e Preventiva, UFMG Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Fernanda Maria Pereira Cotta, Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Especialista em Enfermagem em Urgência, Emergência e Trauma, Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Lilia da Rocha Borelli, Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Especialista em Enfermagem em Urgência, Emergência e Trauma, Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Bianca Santana Dutra
Aluna do Curso de Enfermagem da Faculdade Ciências da Vida de Sete Lagoas, Minas Gerais
Júlio César Batista Santana, Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Mestre em Bioética; Professor Instituto de Educação Continuada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Publicado
2011-01-12
Seção
Artigos Originais