Coligações partidárias nas eleições proporcionais de Curitiba em 2016: Fragmentação, densidade eleitoral e financiamento

Resumo

O sistema eleitoral brasileiro permitia – até a criação de uma cláusula de barreira – a formação de coligações entre partidos políticos que poderia ser usada como estratégia para garantir o sucesso eleitoral, tanto em candidaturas do sistema majoritário quanto no proporcional. Buscamos analisar o quanto as coligações foram significativas nas eleições proporcionais do município de Curitiba, em 2016, qual foi Número Efetivo de Partidos (NEP) e taxa de fracionalização, para averiguar o nível de fragmentação, a partir de dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, observamos o quanto o financiamento garantiu o sucesso eleitoral dos vereadores, utilizando banco de dados cedidos pelo Laboratório de Análise de Redes (LAR) da UFPR. Os resultados reiteram a teoria de que coligações e financiamento são fatores determinantes para a garantia do sucesso eleitoral, sendo o financiamento a forma individual de conseguir votos e a coligação a forma institucional.

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Biografia do Autor

Ana Paula Brito Maciel, Universidade Federal do Paraná
Doutoranda em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná, mestra em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá. ORCID: http://orcid.org/0000-0001-5606-9005. E-mail : [email protected]..
Breno Pacheco Leandro, Universidade Federal do Paraná
Mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná. ORCID: http://orcid.org/0000-0001-5076-404X. E-mail: [email protected]
Ulisses Alves Arias, Universidade Federal do Paraná
Mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná. ORCID: http://orcid.org/0000-0002-8558-4011. E-mail: [email protected]

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Publicado
2019-01-18
Como Citar
Maciel, A. P. B., Leandro, B. P., & Arias, U. A. (2019). Coligações partidárias nas eleições proporcionais de Curitiba em 2016: Fragmentação, densidade eleitoral e financiamento. Conversas & Controvérsias, 5(2), 232-247. https://doi.org/10.15448/2178-5694.2018.2.32174
Seção
Dossiê - Partidos e representação política