A interpretação simbólica de 666 face a Ap 7,4-8 e aos Doze Apóstolos

Palavras-chave: 666, Doze Tribos, Apostasia, Apóstolos

Resumo

Diante do problema do número 666 (Ap 13,18), a maioria dos intérpretes modernos opta pela explicação gemátrica ou simbólica. Este artigo expõe as dificuldades internas, os erros e os acertos destas explicações. Como resultado da análise se conclui que a conjugação de ambas as interpretações é uma solução viável, não só pelo fato de que o autor do Apocalipse utiliza a cifra para ocultar um nome, mas também porque o número 666 indica claramente os antagonistas dos verdadeiros cristãos. A análise da lista das Doze Tribos de Israel (Ap 7,4-8), em conjunto com a lista dos Doze Apóstolos, confirma este padrão de pensamento simbólico e tipológico.

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Biografia do Autor

Pedro Paulo Abreu Funari, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP, Brasil.

Doutor em Arqueologia pela Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, SP, Brasil. Pós-Doutorado pela Illinois State University (ILSU), EUA; pela University College London (UCL), Grã-Bretanha; pela Universitat de Barcelona (UB), Espanha; pela Université de Paris X (UPX), França; pela Durham University (DURHAM), Inglaterra; pela Stanford University (STANFORD), EUA. Livre-Docência pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em Campinas, SP, Brasil. Professor titular da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em Campinas, SP, Brasil.

Adylson Valdez, Pesquisador autônomo, Santos, SP, Brasil.

Graduado em Direito pela Universidade Católica de Santos (UNISANTOS), em Santos, SP, Brasil.

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Publicado
2022-04-08