Os agentes penitenciários em Minas Gerais: Quem são e como percebem a sua atividade

  • Victor Neiva Oliveira Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
  • Ludmila Mendonça Ribeiro Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
  • Luiza Meira Bastos Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Palavras-chave: segurança, prisão, agentes penitenciários, punição, atividade profissional.

Resumo

Os agentes penitenciários são atores centrais da cena prisional, possuindo a tarefa precípua de zelar pela disciplina e segurança nas prisões. Porém, poucos são os estudos que abordam esses atores, em que pese o aumento progressivo da quantidade de presos e do número de agentes no Brasil. Este artigo analisa as percepções dos agentes penitenciários mineiros quanto a sua trajetória profissional e suas condições de trabalho. Minas Gerais foi o estado escolhido para este estudo de caso por reunir a segunda maior população carcerária do país e, provavelmente, o maior efetivo de agentes para garantir a ordem nas unidades prisionais. Os dados analisados são resultantes de um survey com esses profissionais, realizado por meio de um questionário eletrônico, que procurou coletar informações múltiplas, de forma a construir um panorama sobre quem são os agentes prisionais e como eles percebem as suas atividades.

Biografia do Autor

Victor Neiva Oliveira, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Doutorando em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes (2009) e Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2013). Pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP - UFMG). Tem experiência na área de Sociologia, com interesse em teoria sociológica, sociologia da punição, sociologia do crime e sociologia urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: sistema de justiça criminal, prisões e política penal
Ludmila Mendonça Ribeiro, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
É professora adjunta do Departamento de Sociologia (DSO) e pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP), ambos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui doutorado em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro - IUPERJ (2009) com estágio sanduíche na University of Florida (2007/2008), mestrado em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro (2003), graduação em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (2002) e graduação em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro (2001). Foi pesquisadora visitante da University of Groningen (Holanda), representante regional da Altus - Global Alliance e Coordenadora do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil em São Paulo (CPDOC/SP) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Suas principais publicações estão relacionadas a temas como funcionamento do sistema de justiça criminal; policiamento comunitário; efeitos da vitimização por crime na cultura da cidadania e políticas de segurança pública.
Luiza Meira Bastos, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (2012). Atualmente é pesquisadora do Centro de estudos de Criminalidade e segurança pública da Universidade Federal de Minas Gerais e mestranda na mesma instituição

Referências

CRUZ, Marcus Vinicius G; BATITUCCI, Eduardo C; SILVA, Sérgio L; SOUZA, Letícia G. Agente Penitenciário: em busca da identidade – notas de pesquisa no sistema prisional de Minas Gerais. 37° Encontro Anual da Anpocs, Águas de Lindóia, 2013.

FREITAS, Renan S. Reversões hierárquicas e eclosão de conflitos em prisões. Revista de Administração Pública, vol. 19, n.4, pp.27-37. Rio de Janeiro, Out./Dez, 1985.

LOURENÇO, Luiz C. Batendo a tranca: Impactos do encarceramento em agentes penitenciários da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dilemas: Revista de Estudos de Conflito e Controle Social, vol. 3, n 10, pp. 11-31. Rio de Janeiro, Out/Nov/Dez, 2010.

MAPA DO ENCARCERAMENTO: OS JOVENS DO BRASIL. Secretaria Geral da Presidência da República, Brasília, 2014.

MORAES, Pedro R B. A identidade e o papel de agentes penitenciários. Tempo Social: Revista de Sociologia da USP, vol. 25, n.1, pp. 131-147. São Paulo, Junho, 2013.

PAIXÃO, Antônio L. Recuperar ou Punir? Como o Estado trata o criminoso. São Paulo: Cortez, 1991.

_________________. Uma saga carcerária. Temas IMESC, vol. 02, n.02, pp. 97-110. São Paulo, 1985.

______. A organização policial numa área metropolitana. Dados: Revista de Ciências Sociais. Rio de Janeiro, v. 25, n. 1, p. 63-85, 1982.

PAIXÃO, Antônio L; COELHO, Edmundo C. Caracterização da População Prisional em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1984.

SAPORI, Luiz F. Segurança Pública no Brasil: desafios e perspectivas. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007.

SYKES, Gresham. A corrupção da autoridade e a reabilitação. In: ETZIONI, Amitai. Organizações Complexas: estudo das organizações em face dos problemas sociais. São Paulo: Atlas, pp.191-198, 1975.

KING, Roy D. Prison staff: an international perspective. In: BENNETT, Jamie; CREWE, Ben; WAHIDIN, Azrini. Understanding Prison Staff. New York: Routledge, 2008.

RIBEIRO, Ludmila M L, CRUZ, Marcus Vinicius G., BATITUCCI, Eduardo C. Política Pública Penitenciária: a Gestão em Minas Gerais. In: XXVIII ANPAD, Rio de Janeiro, 2004.

Publicado
2015-11-30
Seção
Dossiê Crime, Polícia e Justiça no Brasil