Violência de gênero e o impacto na família: Educando para uma mudança na cultura patriarcal

  • Miriam Freitas Elias Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Gabriel José Chittó Gauer Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Violência de Gênero. Cultura Patriarcal. Violência Intrafamiliar.

Resumo

 O artigo aborda a questão da violência doméstica contra a mulher e seu impacto na família, no que se refere à reprodução da violência por crianças e adolescentes. Com base em revisão bibliográfica, analisa a violência de gênero e suas consequências sem a pretensão de esgotar o tema. A violência de gênero, por estar arraigada na cultura patriarcal ainda presente na sociedade,  precisa ser transformada através de ações educativas e culturais que tragam à reflexão de todos a importância de se construir uma sociedade solidária e cooperativa, em que o respeito à dignidade de todas as pessoas independa de etnia, sexo, classe, gênero ou orientação sexual. Por conseguinte, a mudança de paradigmas passa por uma mudança cultural e educacional, que deve ser implementada já na socialização das crianças.

Biografia do Autor

Miriam Freitas Elias, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Mestranda em Ciências Criminais pela PUCRS. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS (2002). Pós-Graduada em Gestão Pública Municipal pela UFSM (2011). Delegada de Polícia Civil do Rio Grande do Sul. E-mail: [email protected]
Gabriel José Chittó Gauer, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Professor do PPGCRIM da PUCRS. Pós-Doutor pela University of Maryland System (2001). Doutor em Medicina e Ciências da Saúde pela PUCRS (1995). Especialista em Psiquiatria pela PUCRS (1988). Graduado em Medicina pela UFCSPA (1984). E-mail: [email protected] 

Referências

AGOFF, María Carolina. La aberta competencia entre el reconocimiento jurídico y la valoración social: El caso de la violencia de pareja. Civitas, Porto Alegre, v. 9, n. 3, p. 402-417, set.-dez. 2009.

ÁLVARES, Maria Luzia Miranda. A questão de gênero e a violência doméstica e sexual. 2003. Disponível em:http://www.ufpa.br/projetogepem/administrator/questaodegenero.pdf Acesso em: 18 jul. 2013.

ARAÚJO, Eliane Julkovski de. A vinculação entre alcoolismo e a violência contra a mulher e suas vítimas. 2009. Disponível em: http://br.monografias.com/trabalhos3/vinculacao-alcoolismo-violencia-contra-nulher/vinculacao-alcoolismo-violencia-contra-nulher.shtml Acesso em: 17 jul. 2013.

ARAÚJO, Maria de Fátima; MATTIOLI, Olga Ceciliato (Orgs.). Gênero e violência. São Paulo: Arte&Ciência, 2004.

BIANCHINI, Alice. Homens agressores: grupos de reflexão, prevenção terciária e violência doméstica. 07 fev. 2013. Disponível em: http://atualidadesdodireito.com.br/alicebianchini/2013/02/07/homens-agressores-grupos-de-reflexao-prevencao-terciaria-e-violencia-domestica/ Acesso em: 07 jul. 2013.

BRANCO, Joelma Medeiros de Araújo; PINTO, Kerle Costa. Lei Maria da Penha e Violência Sexual Doméstica contra a Mulher: Mecanismo de Poder no Processo de Vitimação do Feminino. 25 ago. 2010. Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/lei-maria-da-penha-e-violencia-sexual-domestica-contra-a-mulher/45602/ Acesso em: 29 jul. 2013.

CASA NOVA, Maria de Fátima Cristina Poças Amorim. Atendimento a homens autores de violência conjugal: um desafio do mundo contemporâneo. 2005. 186 f. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

CELMER, Elisa Girotti. Violência Conjugal contra a Mulher: refletindo sobre gênero, consenso e conflito na Justiça Criminal. Ártemis, v. 6, jun. 2007. p. 26-37.

COELHO, Sandra Maria Pinheiro de Freitas; CARLOTO, Cássia Maria. Violência doméstica, homens e masculinidades. Revista Textos&Contextos, Porto Alegre, v. 6, n. 2, p. 395-409, jul.-dez. 2007.

COSTA, Ana Alice Alcântara. Gênero, poder e empoderamento das mulheres. Salvador: NEIM/UFBA, 1999. Disponível em: http://www.agende.org.br/docs/File/dados_pesquisas/feminismo/Empoderamento%20-%20Ana%20Alice.pdf Acesso em: 29 jul. 2013.

FRASER, Nancy. Mapeando a imaginação feminista: da redistribuição ao reconhecimento e à representação. Estudos Feministas, Florianópolis, n. 15, p. 291-308, maio-ago. 2007. Traduzido de: Constellations, Oxford: Blackwell Publishing, v. 12, n. 3, p. 295-307, 2005.

GARCIA, Andrea Romaoli. A Lei Maria da Penha sob o enfoque sociológico e o impacto na família. Universo Jurídico, Juiz de Fora, ano XI, 25 nov. 2008. Disponível em: http://uj.novaprolink.com.br/doutrina/5949/a_lei_maria_da_penha_sob_o_enfoque_sociologico_e_o_impacto_na_familia Acesso em: 16 jul. 2013.

GROSSI, Patrícia K. (Org.). Violências e gênero: coisas que a gente não gostaria de saber. 2. ed. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2012.

HABERMAS, Jürgen. A inclusão do outro – Estudos de teoria política. São Paulo: Edições Loyola, 2002.

HANSEL, Márcia Elaine Preuss. Dores & amores: mulheres vítimas de violência doméstica. 2005. 71 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Pós-Graduação em Psicologia Jurídica) – Universidade Luterana do Brasil, Canoas.

LIMA, Vanessa Batista Oliveira. Ações afirmativas como instrumentos de efetivação do princípio da igualdade e do princípio da dignidade da pessoa humana. 2009. Disponível em: http://www.fa7.edu.br/recursos/imagens/File/direito/ic/v_encontro/acoesafirmativascomoinstrumentos.pdf Acesso em: 24 jul. 2013.

NARVAZ, Martha Giudice; KOLLER, Sílvia Helena. Famílias, gêneros e violências: desvelando as tramas da transmissão transgeracional da violência de gênero. In: STREY; Marlene N.; AZAMBUJA, Mariana P. Ruwer de; JAEGER, Fernanda Pires (Orgs.). Violência, gênero e políticas públicas. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2004.

______. A marginalização dos estudos feministas e de gênero na psicologia acadêmica contemporânea. Psico, v. 38, n. 3, p. 216-223, set.-dez. 2007.

OLIVEIRA, Kátia Lenz Cesar de; GOMES, Romeu. Homens e violência conjugal: uma análise de estudos brasileiros. Ciência&Saúde Coletiva, n. 16. p. 2401-2413, maio 2009.

SILVA, Carla da. A desigualdade imposta pelos papéis de homem e mulher: uma possibilidade de construção da igualdade de gênero. 2011. Disponível em: http://www.unifia.edu.br/projetorevista/artigos/direito/20121/desigualdade_imposta.pdf Acesso em: 16 jul. 2013.

SOARES, Gláucia Roth. Agressor conjugal: uma compreensão psicanalítica. 2011. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/48865/resumo_11827.pdf?sequence=1 Acesso em: 29 jul. 2013.

SOUZA, Leonardo Lemos de. A construção de modelos de gênero e sua problematização no contexto escolar. In: ARAÚJO, Maria de Fátima; MATTIOLI, Olga Ceciliato (Orgs.). Gênero e violência. São Paulo: Arte&Ciência, 2004.

STREY, Marlene Neves. Violência de gênero: uma questão complexa e interminável. In: STREY; Marlene N.; AZAMBUJA, Mariana P. Ruwer de; JAEGER, Fernanda Pires (Orgs.). Violência, gênero e políticas públicas. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2004.

VILAS-BÔAS, Renata Malta. Ações afirmativas e o princípio da igualdade. Rio de Janeiro: América Jurídica, 2003.

VINCENSI, Jaqueline Goulart. Estratégias de enfrentamento das mulheres frente à violência intrafamiliar. 2011. 124 f. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

WINCK, Gustavo Espíndola; STREY, Marlene Neves. Percepções sobre o gênero em homens acusados de agressão. Psico, Porto Alegre, v. 38, n. 3, p. 246-253, set.-dez. 2007.

WINNICOTT, Donald W. Tudo Começa em Casa. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

______. O ambiente e os processos de maturação. Estudos sobre a teoria do desenvolvimento emocional. Porto Alegre: Artmed, 1983. (Reimpressão: 2007).

Publicado
2014-06-08
Seção
Violência, Crime e Segurança Pública