O tempo e a música: uma proposta de abordagem da obra Quatro Quartetos, de T.S. Eliot

Palavras-chave: T. S. Eliot; música; tempo.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo propor uma análise da obra Quatro Quartetos, do americano T. S. Eliot, a partir de um viés alternativo: a teoria da relatividade de Albert Einstein e a música, tendo como elemento unificador a questão do tempo. Se Einstein mudou os paradigmas da física ao propor que o tempo é uma grandeza relativa, e não absoluta, o axioma de um tempo estritamente linear, presente-passado-futuro, deixou de ser ponto passivo no mundo científico e a noção de ‘viagem no tempo’ passou a ser uma possibilidade. O presente artigo estabelece uma ponte entre tal raciocínio e o poema Quatro Quartetos a partir da noção de eterno tempo presente, tão cara à voz enunciadora do poema, demonstrando que tal ideal pode ser alcançado pela palavra poética através de um estado de sinergia entre os tempos passado, presente e futuro.

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Biografia do Autor

João Felipe Gremski, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR

Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atualmente faz doutorado pela mesma instituição com o projeto de tese intitulado “A Literatura como Formadora da Visão de Mundo do Músico Gustav Mahler” (título provisório). Lançourecentemente, em 2019, um livro de poemas intitulado “Peso Morto” pela Editora Circuito.

Referências

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Publicado
2020-07-16
Seção
Temathis