Dados normativos de um conjunto de faces do Karolinska Directed Emotional Faces em uma amostra brasileira

Palavras-chave: expressão facial, emoções, reconhecimento de faces, dados normativos

Resumo

O objetivo desta pesquisa foi obter dados normativos de um conjunto de faces do Karolinska Directed Emotional Faces (KDEF) em uma amostra brasileira. Para isso foi utilizada uma amostra não probabilística (por conveniência) de 100 participantes da cidade de João Pessoa-PB. Esses tinham idades entre 18 e 62 anos (M=21,6; DP=6,2), a maioria do sexo feminino (76%). Os resultados mostraram que os participantes obtiveram um percentual de acerto médio de 76,2%, de modo que expressões de Alegria (94.7%) e Surpresa (90.3%) foram as emoções mais facilmente identificáveis e Medo (40.65%) a mais difícil. Em relação às medidas de intensidade e valência, Nojo seguida de Surpresa obtiveram classificações mais intensas, e Alegria foi a única emoção com valência positiva alta. Esses achados foram bastante similares com àqueles relatados em pesquisas anteriores, fornecendo normas subjetivas de classificação mais adequadas às características da população brasileira.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Hemerson Fillipy Silva Sales, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, PB, Brasil.

Doutorando em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Mestre em Neurociência Cognitiva e Comportamento pela mesma instituição.

Gabriella Medeiros Silva, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, PB, Brasil.

Mestranda em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Jéssica Bruna Santana Silva, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, PB, Brasil

Doutora em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professora da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em Divinópolis, MG, Brasil.

Stephanye Jullyane Rodrigues, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, PB, Brasil.

Graduanda em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Michael Jackson Oliveira de Andrade, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, PB, Brasil

Doutor em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em Divinópolis, MG, Brasil.

Thiago Monteiro de Paiva Fernandes, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, PB, Brasil.

Doutorando em Neurociência Cognitiva e Comportamento pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Mestre em Neurociência Cognitiva e Comportamento pela mesma instituição.

Natanael Antonio dos Santos, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, PB, Brasil.

Doutor em Neurociências e Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, SP, Brasil. Professor titular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Referências

Adolph, D. & Alpers, G. W. (2010). Valence and arousal: a comparison of two sets of emotional facial expressions. The American Journal of Psychology, 123, 209-219. https://doi.org/10.5406/amerjpsyc.123.2.0209

Aguiar, J. S. R., de Paiva Silva, A. I., Aguiar, C. S. R., Torro-Alves, N., & De Souza, W. C. (2016). A influência da intensidade emocional no reconhecimento de emoções em faces por crianças brasileiras. Universitas Psychologica, 15(5). http://doi.org/10.11144/Javeriana.upsy15-5.iier

Andrade, N. C., Abreu, N. S., Duran, V. R., Veloso, T. J., & Moreira, N. A. (2013). Reconhecimento de expressões faciais de emoções: padronização de imagens do teste de conhecimento emocional. Psico, 44(3), 382-390.

Babbage, D. R., Yim, J., Zupan, B., Neumann, D., Tomita, M. R., & Willer, B. (2011). Meta-analysis of facial affect recognition difficulties after traumatic brain injury. Neuropsychology, 25(3), 277. http://doi.org/10.1037/a0021908

Baron-Cohen, S., Wheelwright, S., Hill, J., Raste, Y., & Plumb. I. (2001). The ‘‘Reading the Mind in the Eyes’’ test revised version: A study with normal adults, and adults with Asperger Syndrome or highfunctioning autism. Journal of Child Psychology and Psychiatry, 42, 241-251. http://doi.org/10.1017/s0021963001006643

Biehl, M., Matsumoto, D., Ekman, P., Hearn, V., Heider, K., ... Ton, V. (1997). Matsumoto and Ekman’s Japanese and Caucasian Facial Expressions of Emotion (JACFEE): Reliability data and cross-national differences. Journal of Nonverbal behavior, 21(1), 3-21.http://doi.org/10.1023/a:1024902500935

Calvo, M. G. & Lundqvist, D. (2008). Facial expressions of emotion (KDEF): identification under different display-duration conditions. Behavior Research Methods, 40, 109-115. http://doi.org/10.3758/BRM.40.1.109

Calvo, M. G., Avero, P., Fernández-Martín, A., & Recio, G. (2016). Recognition thresholds for static and dynamic emotional faces. Emotion, 16, 1186-1200.http://doi.org/10.1037/emo0000192

Chamberland, J., Roy-Charland, A., Perron, M., & Dickinson, J. (2017). Distinction between fear and surprise: an interpretation-independent test of the perceptual-attentional limitation hypothesis. Social Neuroscience, 12(6), 751-768. http://doi.org/10.1080/17470919.2016.1251964

Dalrymple, K.. A., Gomez, J., & Duchaine, B. (2013). The Dartmouth Database of Children’s Faces: acquisition and validation of a new face stimulus set. PLOS ONE, 8 (11), e79131. http://doi.org/10.1371/journal.pone.0079131

Dawel, A., Wright, L., Irons, J., Dumbleton, R., Palermo, R., & McKone, E. (2017). Perceived emotion genuineness: normative ratings for popular facial expression stimuli and the development of perceived-as-genuine and perceived-as-fake sets. Behavior research methods, 49(4), 1539-1562. http://doi.org/10.3758/s13428-016-0813-2

Ekman, P. (1992). An argument for basic emotions. Cognition and Emotion, 6(3/4), 169-200. http://doi.org/10.1080/02699939208411068

Ekman, P. (2011). A linguagem das emoções. São Paulo: Lua de Papel.

Ekman, P. & Friesen, W.V. (1978). The facial action coding system. Palo Alto: Consulting Psychologists Press.

Ekman, P. & Friesen, W. V. (2003). Unmasking the Face. A Guide to Recognizing Emotions from Facial Clues. Los Altos, CA Malor Books.

Ekman, P. & Heider, K. G. (1988). The universality of a contempt expression: a replication. Motivation and Emotion, 12(3), 303-308. http://doi.org/10.1007/bf00993116

Elfenbein, H. A., Mandal, M. K., Ambady, N., Harizuka, S., & Kumar, S. (2004). Hemifacial differences in the in-group advantage in emotion recognition. Cognition and Emotion, 18, 613-629. http://doi.org/10.1080/02699930341000257

Fasel, B. & Luettin, J. (2003). Automatic facial expression analysis: a survey. Pattern Recognition, 36(1), 259-275. http://doi.org/10.1016/s00313203(02)00052-3

Garrido, M. V., Lopes, D., Prada, M., Rodrigues, D., Jerónimo, R., & Mourão, R. P. (2016). The many faces of a face: comparing stills and videos of facial expressions in eight dimensions (SAVE database). Behavior Research Methods, 49, 1343-1360. http://doi.org/10.3758/s13428-016-0790-5

Garrido, M. V. & Prado, M. (2017). KDEF-PT: Valence, Emotional Intensity, Familiarity and Attractiveness Ratings of Angry, Neutral, and Happy Faces. Frontiers in Psychology, 8, article 2181. http://doi.org/10.3389/fpsyg.2017.02181

Goeleven, E., De Raedt, R., Leyman, L., & Verschuere, B. (2008). The Karolinska directed emotional faces: a validation study. Cognition and emotion, 22(6), 1094-1118. http://doi.org/10.1080/02699930701626582

Gultekin, G., Kincir, Z., Kurt, M., Catal, Y., Acil, A., ... & Emul, M. (2016). Facial emotion recognition ability: psychiatry nurses versus nurses from other departments. Clinical & Investigative Medicine, 39(6), 61-65. http://doi.org/10.25011/cim.v39i6.27503

Hastings, M. E., Tangney, J. P., & Stuewig, J. (2008). Psychopathy and identification of facial expressions of emotion. Personality and Individual Differences, 44, 1474-1483. http://doi.org/10.1016/j.paid.2008.01.004

Heberlein, A. S., Padon, A. A., Gillihan, S. J., Farah, M. J., & Fellows, L. K. (2008). Ventromedial frontal lobe plays a critical role in facial emotion recognition. Journal of cognitive neuroscience, 20(4), 721-733. http://doi.org/10.1162/jocn.2008.20049

Hossain, M. S., Muhammad, G., Alhamid, M. F., Song, B., & Al-Mutib, K. (2016). Audio-visual emotion recognition using big data towards 5g. Mobile Networks and Applications, 1, 1-11. http://doi.org/10.1007/s11036-016-0685-9

Jack, R. E., Garrod, O. G., & Schyns, P. G. (2014). Dynamic facial expressions of emotion transmit an evolving hierarchy of signals over time. Current Biology, 24(2), 187-192. http://doi.org/10.1016/j.cub.2013.11.064

Kohler, C. G., Turner, T. H., Bilker, W. B., Brensinger, C. M., Siegel, S. J., Kanes, S. J., ... & Gur, R. C. (2003). Facial emotion recognition in schizophrenia: intensity effects and error pattern. American Journal of Psychiatry, 160(10), 1768-1774. http://doi.org/10.1176/appi.ajp.160.10.1768

Kret, M. E., Ploeger, A. (2015). Emotion processing deficits: aliability spectrum providing insight in to comorbidity of mental disorders. Neuroscience & Biobehavioral Reviews., 52, 153-171. http://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2015.02.011

Lewin, C. & Hertlitz, A. (2002). Sex differences in face recognition- Women’s faces make the difference. Brain Cognition, 50, 121-128. http://doi.org/10.1016/s0278-2626(02)00016-7

Lundqvist, D., Flykt, A., & Öhman, A. (1998). The Karolinska Directed Emotional Faces – KDEF. CD ROM from Department of Clinical Neuroscience, Psychology Section, Karolinska Institutet. ISBN 91- 630-7164-7169.

Ma, D. S., Correll, J., & Wittenbrink, B. (2015). The Chicago face database: A free stimulus set of faces and norming data. Behavior research methods, 47(4), 1122-1135. http://doi.org/10.3758/s13428-0140532-5

Matsumoto, D. & Ekman, P. (1989). American-Japanese cultural differences in intensity ratings of facial expressions of emotion. Motivation and Emotion, 13(2), 143-157. http://doi.org/10.1007/bf00992959

Meletti S. (2016) Emotion Recognition. In Mula M. (eds). Neuropsychiatric Symptoms of Neurological Disease. Neuropsychiatric Symptoms of Epilepsy (pp. 177-193). Cham, Switzerland: Springer International Publishing. http://doi.org/10.1007/978-3-319-22159-5_11

Mendes, D. M. L. F., Seidlde-Moura, M. L., & Siqueira, J. D. O. (2009). The ontogenesis of smiling and its association with mothers’ affective behaviors: A longitudinal study. Infant behavior & development, 32(4), 445-453. http://doi.org/10.1016/j.infbeh.2009.07.004

Meuwissen, A. S., Anderson, J. E., & Zelazo, P. D. (2017). The creation and validation of the Developmental Emotional Faces Stimulus Set. Behavior research methods, 49(3), 960-966. http://doi.org/10.3758/s13428-0160756-7

Quintero, L. A. M., Muñoz-Delgado, J., SánchezFerrer, J. C., Fresán, A., Brüne, M., & Arango de Montis, I. (2018). Facial emotion recognition and empathy in employees at a juvenile detention center. International journal of offender therapy and comparative criminology, 62(8), 2430-2446. http://doi.org/10.1177/0306624x17721518

Rees, E. M., Farmer, R., Cole, J. H., Henley, S. M., Sprengelmeyer, R., ... Tabrizi, S. J. (2014). Inconsistent emotion recognition deficits across stimulus modalities in huntington’s disease. Neuropsychologia, 64, 99-104. http://doi.org/10.1016/j.neuropsychologia.2014.09.023

Reeve, D. (2006) ‘Towards a psychology of disability: The emotional effects of living in a disabling society’, in D. Goodley and R. Lawthom (eds) Disability and Psychology: Critical Introductions and Reflections, London: Palgrave, pp.94-107. http://doi.org/10.1007/978-1-137-12098-4_7

Rodger, H., Vizioli, L., Ouyang, X., & Caldara, R. (2015). Mapping the development of facial expression recognition. Developmental Science, 18(6), 926-939.http://doi.org/10.1111/desc.12281

Smith, M. J. L., Montagne, B., Perrett, D. I., Gill, M., & Gallagher, L. (2010). Detecting subtle facial emotion recognition deficits in high-functioning autism using dynamic stimuli of varying intensities. Neuropsychologia, 48(9), 2777-2781. http://doi.org/10.1016/j.neuropsychologia.2010.03.008

Tottenham, N., Tanaka, J. W., Leon, A. C., McCarry, T., Nurse, M., Hare, ... & Nelson, C. (2009). The NimStim set of facial expressions: judgments from untrained research participants. Psychiatry research, 168(3), 242-249. http://doi.org/10.1016/j.psychres.2008.05.006

Willis, M. L., Murphy, J. M., Ridley, N. J., & Vercammen, A. (2015). Anodal tDCS targeting the right orbitofrontal cortex enhances facial expression recognition. Social cognitive and affective neuroscience, 10(12), 1677-1683. http://doi.org/10.1093/scan/nsv057

Wingenbach, T. S. H., Ashwin, C., & Brosnan, M. (2016). Validation of the Amsterdam Dynamic Facial Expression Set – Bath Intensity Variations (ADFESBIV): A Set of Videos Expressing Low, Intermediate, and High Intensity Emotions. PLoS ONE 11(1), e0147112. http://doi.org/10.1371/journal.pone.0147112

Zald, D. H., & Andreotti, C. (2010). Neuropsychological assessment of the orbital and ventromedial prefrontal cortex. Neuropsychologia, 48(12), 3377-3391. http://doi.org/10.1016/j.neuropsychologia.2010.08.012

Publicado
2020-12-31
Como Citar
Silva Sales, H. F. ., Medeiros Silva, G. ., Santana Silva, J. B. ., Rodrigues, S. J., Oliveira de Andrade, M. J. ., Monteiro de Paiva Fernandes, T. ., & dos Santos, N. A. . (2020). Dados normativos de um conjunto de faces do Karolinska Directed Emotional Faces em uma amostra brasileira. Psico, 51(3), e34083. https://doi.org/10.15448/1980-8623.2020.3.34083
Seção
Artigos